20 de agosto de 2008 08:58

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Condomínio custa até R$ 1,5 mil

Guilherme Yoshida

As condominiais cobradas nos edifícios do Grande ABC revelam uma grande disparidade de valores, que dependem de fatores como localização do imóvel, bem como número de dormitórios e infra-estrutura presente no prédio. Segundo estimativa da Associação dos Condôminos em Autogestão do ABC, taxas em condomínios populares podem ser encontradas, em média, a partir de R$ 110, valor que pode chegar até R$ 1,5 mil em edifícios luxuosos.
“Existem muitas coisas que influenciam no valor da taxa. Funcionários, limpeza, contas de água e luz, manutenção de equipamentos e até a localização do imóvel”, lista Gílson Cabrini, presidente da entidade. A associação estima que os condomínios populares tenham gastos que variam entre R$ 110 e R$ 140. Já a projeção da taxa condominial para prédios de classe média varia de R$ 400 a R$ 700.
“Em um prédio com um número expressivo de apartamentos, as despesas são rateadas entre mais moradores, reduzindo, conseqüentemente, a taxa condominial que é paga mensalmente”, explica Cabrini.
A AABIC (Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo), em sua recente pesquisa, mostrou que 55% das despesas inclusas na taxa condominial são voltadas para gastos com funcionários e encargos, superando os 15% da participação das contas de água e luz. “Em um bairro valorizado, o condomínio tende a ser mais sofisticado, com equipe de segurança e área de lazer”, conta Fernando Fávaro Fornícola, diretor administrativo da AABIC.
O especialista revela que a taxa condominial é uma das principais preocupações na hora da compra de um imóvel. “Tem gente que paga R$ 10 mil de condomínio, devido aos gastos com segurança armada e à existência de uma grande área de lazer”, conta Fornícola.
 
Disparidades – Jayme Felice Júnior e Jacintho Degrande, ambos de Santo André, representam a grande disparidade que existe nos valores das taxas condominiais cobradas no Grande ABC. Júnior paga, por mês, R$ 1,3 mil de taxa condominial sem somar as contas de gás e televisão à cabo, enquanto Degrande desembolsa R$ 60 mensais, valor inferior ao projetado pela Associação dos Condôminos em Autogestão do ABC.´


“O preço que eu pago é equivalente a um aluguel de uma boa casa. Mas o conforto e a comodidade do apartamento compensam este gasto”, afirma Júnior, contador e advogado de Santo André. A Torre de San Lorenzo, onde mora, é um edifício de alto padrão, com um apartamento por andar com quatro suítes. O edifício possui ainda área de lazer, piscinas, saunas, salão de ginástica, de festas e churrasqueira, além de dois elevadores e vagas na garagem. “Até que não está tão caro, se compararmos com outros condomínios. Conheço edifícios que têm taxas muito maiores do que aqui.”
Já o aposentado Jacintho Degrande mora há onze anos no conjunto Iapi, em Santo André, e paga R$ 60 de taxa condominial, em um apartamento com apenas um quarto. Em seu prédio, com 12 apartamentos, não há elevador nem área de lazer, mas já foram realizadas reformas, como pintura, em pisos e na rede elétrica. “A próxima idéia é colocar portões nos corredores”, revela Degrande.

 

Inadimplência atinge 6,6% dos moradores

 

Independente do valor da taxa condominial, a inadimplência está presente nos condomínios da capital e Grande São Paulo, principalmente após a vigência do novo Código Civil, em 2003, que reduziu a multa de atraso de pagamento de 20% para 2%.
Segundo pesquisa da Lello Condomínios, 6,6% dos condôminos da capital e Grande São Paulo atrasam o pagamento da quota mensal por mais de 30 dias. O estudo, com base na média de inadimplência calculada nos quatro primeiros meses do ano, mostra que o mês com maior índice em atrasos foi março, quando 7,4% dos condôminos deixaram o boleto em aberto por mais de um mês.
Segundo Carlos Henrique, gerente de cobrança da Lello, a média de pagamentos em atraso por mais de 30 dias tem se mantido estável nos últimos meses. “Entretanto, houve um aumento do número de condôminos impontuais desde 2003, após a redução da multa para 2%”, revela.
Segundo o profissional, a administradora se preparou para evitar que a inadimplência crescesse após a vigência do novo Código Civil. “Investimos em uma cobrança por meio de sistema que envia automaticamente cartas-boleto aos condôminos inadimplentes, estendendo o prazo de pagamento em toda a rede bancária e oferecendo facilidades para que o morador quite sua quota”, afirma.
“Existem prédios com até 20% de inadimplência”, conta Gilson Cabrini, presidente da Associação de Condôminos em Autogestão do ABC. O especialista revela que a nova legislação privilegiou quem já era inadimplente e o morador que deixa para pagar o condomínio após a quitação de outras despesas. “É um absurdo. A inadimplência na região aumentou quatro vezes”, afirma.
Cabrini acrescenta ainda que quando há atrasos nos pagamentos em um edifício, a dívida é repassada aos outros condôminos, que mesmo pontuais, arcam com as despesas do vizinho. “O inadimplente prejudica a comunidade condominial.”
O presidente da entidade revela que se a conversa entre síndico e morador não adiantar, a saída é entrar com uma ação judicial contra o devedor. “As contas de água, luz e funcionários têm dia para pagar. O condomínio sobrevive da contribuição de todos”, analisa Cabrini. — GY

 

Casa Cor 2006 apresenta projetos de profissionais do Grande ABC

 

A Casa Cor 2006 – mostra brasileira de decoração – abre as portas nesta terça-feira em São Paulo e comemora neste ano a 20ªedição do evento. Ao todo, 76 profissionais criaram 63 ambientes e transformaram o Jockey Club em residência de um casal, com dois filhos jovens e um bebê, acostumado a receber hóspedes e a realizar muitos eventos. Dois arquitetos do Grande ABC participam da exposição.
  A arquiteta de Santo André Glaucya Taraskevicius fará sua quarta participação no evento de decoração. A profissional montou um ambiente de 19 m² com pé direito de quatro metros. O objetivo da arquiteta foi criar um ambiente de uso universal, e projetou o Lavabo Público Feminino pensando nas crianças, idosos e deficientes.
Para garantir a acessibilidade e melhor circulação, dois lavatórios de alturas diferentes foram instalados numa ilha, localizada no centro do espaço Glaucya também implantou soluções tecnológicas em seu projeto. A iluminação é automatizada, a lixeira é elétrica, o aquecimento é feito por um aquecedor de parede a gás e a porta do sanitário abre verticalmente com um toque no botão.
Angela Tasca, de São Caetano, será outra arquiteta da região presente na Casa Cor. Com o projeto boulingerie bar patesserie, a profissional comparecerá pela sexta vez ao evento e construiu um pavilhão de 1.030 m², com piano bar, salão de chá, terraço e bar, tudo idealizado para uma rede francesa de hotel. “Demorei 40 dias para montar o projeto”, conta Angela.
A Casa Cor será exposta na avenida Lineu de Paula Machado, 775, portão 6-A, em São Paulo, entre 30 de maio e 9 de julho, de terça a domingo, das 12h às 21h, inclusive feriados. Os preços variam de R$ 30 a R$ 35, com maiores de 60 e estudantes tendo direito a pagar meia-entrada. — GY

 

   


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