03 de julho de 2009 20:51

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Esquadria deve acompanhar estilo

Bárbara Ladeira

Especial para o Diário

Na hora de construir ou reformar um imóvel, todos os detalhes devem ser observados para evitar arrependimentos. Um dos principais itens são as esquadrias. As peças devem ser escolhidas com critério para que combinem com o estilo da residência, sejam de fácil manutenção e evitem vazamentos de água.

Os materiais disponíveis no mercado são os mais variados, e vão desde a tradicional madeira até o moderno PVC. A escolha deve acompanhar as aspirações estéticas do morador. Para a arquiteta Andréia Carla Medice, de São Bernardo, o primeiro ponto a ser observado é exatamente o tipo de esquadria a ser instalado.

“A pessoa precisa pensar no estilo, nas cores, no preço, na manutenção e nos investimentos necessários depois da obra”, ressalta.

A madeira é o material mais tradicional. Além de clássica, esse tipo de esquadria deixa o ambiente com um aspecto mais acolhedor e menos formal. No entanto, é importante prestar atenção no clima da região em que se localiza o imóvel. Em áreas que registram variações abruptas de temperatura, a madeira é afetada, o que resulta em vazamentos. O material acusa mais as ações do tempo, razão pela qual deve ser envernizado a cada seis meses.

O alumínio tem uma manutenção simples. A limpeza é feita com facilidade, e não há a necessidade de pintar ou envernizar a peça depois de um determinado período de uso. No entanto, em cidades litorâneas o material deve ser evitado, já que a peça não resiste ao impacto da maresia.

A esquadria escolhida deve ter o perfil largo, para garantir a resistência e proporcionar melhor sustentação à janela. Segundo Andréia, montantes (peças verticais de sustentação) mais estreitos se movimentam mais, provocando barulhos incômodos. É essencial que a esquadria seja instalada com uma boa vedação.

No caso do vidro temperado, o custo é baixo e a manutenção, zero. A vedação, se for bem feita, oferece ótimos resultados por ser feita com silicone. O único contratempo pode surgir em casos extremos.

“Se a janela fica em posições críticas, em que as ações do clima são diretas, talvez seja necessário reaplicar o silicone apenas nas emendas, para garantir a vedação”, ressalta Andréia.

O PVC é a novidade mais recente na fabricação de esquadrias [veja reportagem nesta página]. Segundo Andréia, esse tipo de plástico apresenta bons resultados estéticos e práticos. A manutenção é tão simples quanto as peças de alumínio, bastando água para que fique como aparência de nova.

É essencial escolher com cuidado a loja para comprar a esquadria. “Independentemente do material que for escolhido, o distribuidor deve ser idôneo e garantir a qualidade do produto”, afirma a arquiteta.

A decoradora Glaucya Taraskevicius, de Santo André, recomenda observar as dimensões das esquadrias, para evitar que a casa fique abafada ou sem circulação de vento. “Janelas pequenas demais tornam o ambiente muito quente.”

Ambientes em estilo colonial ou moderno não se diferenciam apenas nos móveis. Glaucya afirma que linhas clássicas devem acompanhar esquadrias arredondadas. Casas com mobiliário e traços mais modernos combinam melhor com acessórios mais retos.

A madeira se encaixa em casas de estilo mais rústico ou em linhas coloniais. As possibilidades de cortes arredondados e trabalhos detalhados sobre a madeira se alinham com a proposta de móveis e construções de estilo clássico.

Alumínio, PVC e vidros temperados tendem a ter o corte mais reto, e uma aparência mais clean. São materiais adequados para ambientes mais modernos, em que se imprime uma estética diferenciada.

(Supervisão de Roberto Iizuka)

 

PVC ganha espaço no segmento

 

O PVC (cloreto de polivinila) é cada vez mais utilizado na indústria da construção. Embora o uso desse material em esquadrias ainda seja incipiente, pesquisa do Instituto de PVC destaca que cerca de 65% da produção do material é voltada para o setor.

Anualmente no Brasil são vendidas 80 mil janelas nesse material. Nos EUA, as vendas chegam a 22 milhões. A diferença é expressiva, porém há espaço para expansão. O Instituto PVC projeta que a participação do PVC na construção vá aumentar de 6% a 8% neste ano.

O sucesso está fundamentado. Segundo o instituto, o material oferece diversas vantagens em relação aos itens mais comuns na construção civil. Além de não oxidar, evita o surgimento de fungos, cupins, não propaga fogo, tem alta resistência e grande durabilidade, além de ser 100% reciclável.

Outro ponto destacado pelos fabricantes é a resistência a ações químicas e biológicas e aos efeitos do tempo. Segundo a Claris, empresa do grupo Tigre, fabricante de portas e janelas desse material, a técnica de produção foi desenvolvida para suportar a luz solar sem alteração das condições iniciais.

Além disso, segundo os fabricantes, o produto possui nível de isolamento térmico expressivo, tornando o local mais neutro em relação à temperatura ambiente.

O isolamento acústico também é outra característica do material. As esquadrias de PVC proporcionam redução de barulho, bloqueando os ruídos vindos da rua.

A arquiteta Evelin Sayar, de Santo André, ressalta que a limpeza do material é simples, e não há problemas de manutenção. “É um material muito bom e não vai exigir grandes cuidados, além da água e do sabão neutro para lavar a peça.”

Mesmo diante de todas as vantagens, a arquiteta Andréa Carla Medice, de São Bernardo, frisa que o material, além de caro, ainda é novo e, portanto, as alterações que podem sofrer ao longo dos anos são desconhecidas. “Não sabemos ainda se a ação do tempo pode escurecer, amarelar ou danificar a peça a longo prazo”, esclarece. — BL

   


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