21 de novembro de 2008 11:39

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ambientes integrados despontam

Bárbara Ladeira

Especial para o Diário

Integrar ambientes dentro de casa é a tendência emergente. Praticidade e aproveitamento de espaço são as marcas desse novo estilo. Uma das estratégias mais utilizadas é a união da sala de jantar com o ambiente de estar e o home theatre.
As residências já são construídas com elementos facilitadores à adaptação, e os moradores aprovam a novidade. Segundo Simone Tasca, arquiteta de São Caetano, cerca de 90% dos seus clientes já aderiram ao novo padrão. “Todos os projetos que tenho feito seguem essa linha.”
O estilo é uma contraposição à redução do espaço. Casas e apartamentos tendem a ser menores e, portanto, com número de cômodos limitado. A adaptação de um recinto para que possa abrigar três ambientes foi a estratégia encontrada para ganhar espaço sem perder no estilo.
Uma das marcas do novo movimento é a volta da televisão para a sala de estar. Até poucos anos atrás, as pessoas destinavam um cômodo específico para a telinha. No entanto, com o surgimento da tela de plasma e do LCD (sigla em inglês para tela de cristal líquido), o tamanho da televisão deixou de ser uma preocupação, já que não ocupa muito espaço. Com uma vantagem adicional: também é um elemento decorativo.
O mobiliário merece atenção especial. Como o ambiente acaba sendo mais utilizado, Simone recomenda móveis práticos. “É essencial unir estética, conforto e praticidade.”
A arquiteta Simone aconselha a opção por tecidos de fácil manutenção como o couro – tanto natural quanto ecológico. E recomenda evitar materiais de cores claras. A melhor opção é escolher tons mesclados, listrados ou até mesmo estampados. Dessa forma, o sofá não fica encardido, e até disfarça possíveis imperfeições.
A atenção não deve ser exclusiva às cores. A arquiteta e decoradora Alessandra Luz, de São Bernardo, aponta a organização como elemento fundamental para o ambiente, porque além de ser utilizado diariamente também é o local de recepcionar visitas. “Não dá para deixar a manta que ficava na sala de televisão jogada em cima do sofá que recebe os convidados.”
Para Alessandra, o sofá não deve ser profundo nem muito baixo, para proporcionar conforto tanto para os moradores quanto para as visitas. Pufs podem ser coringas na decoração. Além de funcionar como divisor de ambientes, podem ser utilizados para o apoio dos pés enquanto o home theatre é utilizado.
A parte da sala de jantar deve ser funcional, principalmente se não houver uma copa para as refeições diárias. Mesas e cadeiras devem formar um conjunto harmônico. Se as peças não forem compradas no mesmo lugar é melhor ainda. “Escolher as cadeiras em uma loja e as mesas em outra dá um ar ousado ao ambiente.”
Segundo o arquiteto Arnaldo Muzio Jr., esse ambiente dá um ar moderno às residências. “As pessoas passaram a adotar um conceito diferente, utilizando poucas divisões. O ambiente lembra um loft.” Na maioria dos casos, o projeto já é desenvolvido com as preocupações em relação ao posicionamento das caixas de som e dos móveis.
  Muzio também ressalta a importância da qualidade dos equipamentos do home theatre. O uso em ambiente mais amplo pode comprometer a qualidade do som. “Os elementos de áudio precisam ser muito bons e estar bem posicionados, porque sofrem influência de ruídos de todo aquele ambiente.”
 
Projeto – Moradores de apartamentos pequenos vêem na integração de ambientes uma possibilidade ampliar a área de lazer. Segundo Rose Corsini, arquiteta de Santo André, a opção pelo entretenimento não é rara. “As pessoas preferem colocar o home theatre na sala e utilizam o cômodo que seria da sala de televisão para um quarto de jogos, por exemplo.”
Em um de seus projetos, Rose e sua sócia, Adriana Fiali, escolheram o sofá em forma de L para acomodar melhor as visitas. “Resolvemos abandonar a mesinha de canto para abrir mais espaço para os convidados sentarem.”
A cortina escolhida foi de microfibra, material de aspecto semelhante ao da seda. Além de leve, o tecido é de manutenção prática, mantendo por mais tempo o aspecto de novo. Do lado de fora, as arquitetas instalaram um toldo que pode ser fechado quando o telão for utilizado.
O equipamento escolhido pelo morador não foi dos mais simples. Segundo Rose, foram investidos cerca de R$ 25 mil apenas nos aparelhos do home theatre. Após um ano e meio, entre reforma e colocação de móveis, o ambiente ficou pronto e Rose garante a satisfação. “Conseguimos um conforto extremo sem abrir mão do visual.” n
(Supervisão de Roberto Iizuka)

Espaço define ‘home theatre’

Comprar um equipamento de home theatre requer atenção. Na hora de optar por um conjunto, diversos quesitos – que vão desde a arquitetura até a qualidade das caixas – podem ser decisivos para o bom funcionamento da aparelhagem.
O cuidado começa na análise dos ambientes. Adilson Basso, proprietário da Stark Color, de São Caetano, destaca que o tipo das caixas e de telas depende necessariamente do tamanho da sala e da acústica do local.
Por isso, o ideal é que a empresa contratada conheça a casa onde deverá ser instalado o home theatre, e desenvolva um projeto específico para o ambiente. “Analisamos e definimos os melhores equipamentos para o lugar. Com isso, conseguimos bons resultados e custos.”
Para a instalação do home theatre, devem ser contratados profissionais especializados, que possam escolher as melhores opções de posicionamento de cabos e equipamentos.
O formato mais comum é o chamado 5.1, em que quatro caixas de som e um subwoofer são ligados ao receiver, aparelho que recebe o sinal do DVD player e divide o som para as saídas de áudio.
Duas das caixas devem ser posicionadas nas laterais frontais. São elas que recebem o sinal estéreo do DVD player. Segundo Marcos de Paula Souza, consultor da Antares Vídeo e Som, essas caixas de som são as mais importantes de toda a estrutura e, portanto, merecem mais investimentos. “Um par de caixas importadas, topo de linha, pode chegar a custar R$ 80 mil.”
Garantia – No chão, entre as duas caixas frontais, é instalado o subwoofer, que é responsável pelos sons mais graves. As outras duas, chamadas de surround, devem ficar dispostas atrás dos espectadores, porque reproduzem os efeitos e passagens do vídeo, completando a sensação de envolvimento do espectador. Todo o equipamento tem garantia, que pode chegar a cinco anos, no caso das caixas.
Souza afirma que vale a pena investir em produtos importados porque têm preços competitivos e qualidade superior. “A maioria das marcas nacionais é considerada de segunda linha. É claro que um conjunto importado fica mais caro, mas o investimento é válido”, ressalta.
O conjunto mais barato, com equipamentos nacionais, sai por aproximadamente R$ 3,7 mil. Não há um valor máximo. “Depende do nível de detalhamento de som que o cliente quer”, explica Souza.
Para exibição de imagens podem ser utilizados o projetor com telão, a tela de plasma e o LCD (sigla em inglês para tela de cristal líquido), que atualmente tem preços mais acessíveis devido ao avanço tecnológico.
O trabalho de finalização é essencial e requer a contratação de um profissional especializado em som. Ele será responsável pela afinação do ambiente, fazendo os últimos acertos, como o equilíbrio de sons e a inclinação das caixas, para se obter os resultados projetados. “Temos de fazer cada passo com muito cuidado, para que todo o dinheiro investido não seja em vão.” — BL

 

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