09 de março de 2010 16:57

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Imóvel será restaurado em Ribeirão Pires


Isis Mastromano Correia
Do Diário do Grande ABC


O antigo armazém ferroviário da Rua do Comércio, no Centro de Ribeirão Pires, será restaurado. O imóvel - erguido no século 19 - sediará agora uma nova base da GCM (Guarda Civil Municipal).
O galpão é uma das construções urbanas mais antigas da cidade e foi levantado em 1880, época em que o sistema de transporte sob trilhos era operado pela primeira estrada de ferro em solo paulista, a São Paulo Railway, do Barão de Mauá.
De 1996 a 2004, o armazém ferroviário abrigou o Museu Municipal Família Pires. Hoje, o acervo histórico está preservado pela Prefeitura, com a promessa de voltar a ser exposto ao público em breve, em imóvel da região central.
O restauro do armazém deve durar 90 dias e as principais características originais da edificação, como as telhas de barro do tipo francesa e a alvenaria de tijolo de barro, serão mantidas. A Prefeitura não informou o custo das obras.
O local possui 200 m² de área e, apesar do valor histórico, não é tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) do Estado de São Paulo.

Passado
De galpão a museu e, agora, base da GCM. Apesar da gama de atividades que já passaram pelo local, a construção é ainda emblemática por ter sido a primeira parada de trens em Ribeirão Pires.
Foi somente em 1885, cinco anos após a construção do armazém, que a estação ferroviária utilizada até hoje pelos trens urbanos da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) foi inaugurada.
"Era no armazém onde ficavam guardadas todas as mercadorias que vinham da Capital e de Santos na época", explica o memorialista de Ribeirão Pires, Valter Gallo.

Rodoviária
Parte da população temia que o armazém viesse abaixo com a chegada da nova rodoviária central da cidade.
Com a garantia da administração de que o imóvel será preservado, a nova parada de ônibus ainda é alvo de protesto, inclusive no Ministério Público, que ainda não tem nenhum parecer sobre o caso.
O MDV (Movimento de Valorização da Vida) cobra explicações da Prefeitura sobre o impacto ambiental da obra. "Queremos saber como foi feita a avaliação técnica desse projeto", diz o vice-presidente da organização, José Soares.
A Prefeitura informou que obras como a rodoviária não estão sujeitas à apresentação de relatório de impacto ambiental, como previsto pelo Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente). .

 

 

 

 


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