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19 de março de 2010 02:09
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Dois bilhões. Este é o valor que o mercado de segurança privada atingiu nesse primeiro semestre do ano. Com o constante crescimento do setor, especialistas apostam em uma evolução de mais 20% até o final de 2008. "Essa expansão está diretamente ligada ao aumento da violência urbana, principalmente em condomínios, que passaram a ser alvos de bandidos", explica Fernando Moreira, gerente da Instalarme, empresa de segurança privada que contabiliza 10% de clientes no Grande ABC. "O número de pessoas que procura nossos serviços só tem aumentado, principalmente de residências. Hoje em dia, é raro um condomínio não possuir um sistema de segurança, seja algo simples como um alarme ou mais sofisticado como um sistema de monitoramento de imagems à distância", conclui. As estatísticas defendem que a cada 100 tentativas de furtos em estabelecimentos com sistemas de alarme, sejam unidades comerciais ou residenciais, em 94% dos casos essas tentativas são fracassadas. O brasileiro, no entanto, ainda não se acostumou com o uso constante desses equipamentos. A entidade diz que 95% dos alarmes são acionados pelos próprios clientes, sem que estejam em situações de perigo, o que demonstra a necessidade de cuidados no uso dos sistemas. "A quantidade de bens roubados em estabelecimentos sem alarmes é dez vezes maior que as lojas que dispõem de segurança", conta o diretor de comunicação da ABESE, Oswaldo Oggiam Júnior. A Abese estima que ao menos a metade dos condomínios existentes na cidade de São Paulo conta com algum tipo de sistema de proteção eletrônica instalado e que, na última década, houve um crescimento no setor de 12% ao ano. "A perspectiva é que o mercado só continue a evoluir, com equipamentos cada vez mais sofisticados e que inibam a ação de bandidos", encerra Moreira
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