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Número de imóveis alugados cai 24,19% em junho na região
Tauana Marin
Do Diário OnLine
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O número de imóveis alugados no Grande ABC apresentou queda, em junho, de 24,19% se comparado a maio, superando inclusive, a retração verificada no Estado de São Paulo, de 21,42%. Os dados são da pesquisa feita pelo Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo) com 1.481 imobiliárias de 37 cidades.
A maioria das empresas (44,29%) considerou o desempenho de junho igual ao de maio. Outras 29,23% acham que foi pior e 26,48%, melhor.
No Interior houve queda de 33,78% no número de novas locações e, na Capital, de 6,01%. No Litoral, houve crescimento de 3,46%.
Para o presidente da entidade, José Augusto Viana Neto, os proprietários, que antes alugavam, estão optando por vender seus imóveis, aproveitando as facilidades nos financiamentos. "As vendas serão beneficiadas cada vez mais, inclusive, no segundo semestre", diz Viana. Em conseqüência, o índice de locação vem caindo significativamente.
Aparecido Viana, proprietário da imobiliária que leva seu nome, instalada em São Caetano, também acredita que a queda no número de imóveis alugados está diretamente ligada à escassez de oferta.
A grande procura de imóveis para locação é confirmada pela gerente Káthia Mazo, da Casari Imóveis (com matriz em São Bernardo). Enquanto em maio foram alugadas 38 residências, em junho esse índice subiu para 45.
"Com essa procura, os imóveis alugados ficam mais valorizados, uma vez que são poucos no mercado." Ela conta que um imóvel de dois dormitórios, que custava de R$ 600 a R$ 700 no início do ano, passou a custar de R$ 900 a R$ 1.000, por mês.
"Tenho 400 imóveis alugados no momento, e apenas dois disponíveis. Isso mostra que faltam imóveis", afirma o assistente administrativo da Imobiliária Central, de Santo André, Fábio Pellozzo.
FINANCIAMENTO - A pesquisa ainda mostrou, em junho, uma queda de 8,63% nas vendas de casas e apartamentos usados em relação a maio. As 1.481 imobiliárias consultadas venderam 987 imóveis. A queda foi maior na Capital, com 30,6%, e no Grande ABC, Guarulhos e Osasco, com 6,57%. Imóveis com valores médios de até R$ 120 mil concentraram 56,41% das vendas.
Na região, a maior parte dos negócios (77,52%) contou com financiamento dos bancos: 60,95% só da CEF (Caixa Econômica Federal) e 15,98, à vista.

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