21 de novembro de 2008 10:49

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Região tem 43 novos empreendimentos


Tauana Marin
Do Diário OnLine

O número de lançamentos de imóveis no primeiro semestre mostra que o Grande ABC continua atraindo a atenção das incorporadoras, principalmente no que diz respeito à construção de empreendimentos residenciais de alto padrão.
Levantamento da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio), especializada em consultoria na área imobiliária, revela que, de janeiro a junho deste ano, houve 43 lançamentos - empreendimentos novos, que começaram a ser vendidos, em geral, na planta -, nas cidades de Santo André, São Caetano, São Bernardo, Diadema e Mauá, o que corresponde a 5.166 unidades, entre casas e apartamentos novos.
 "Tivemos mais de 40 lançamentos nesses primeiros seis meses e no ano passado, nesse mesmo período, tínhamos cinco ou seis", confirma Aparecido Vianna, dono da imobiliária que carrega seu nome.
Destaque - Do total de lançamentos nas cinco cidades, o levantamento mostra que 48,66% (2.514 unidades) são imóveis de três dormitórios, com média de 74 metros quadrados de área útil média e preço médio R$ 176 mil (ou R$ 2.375 o metro quadrado).
O preço médio dos imóveis de dois dormitórios nas três cidades ficou em R$ 112 mil. Em geral, essas unidades dispõem de 52,5 metros quadrados de área últil, que custam, em média, R$ 2.146 o metro quadrado.
Para quatro ou mais dormitórios, a área útil tem, em média, 158 metros quadrados, com preço ao redor dos R$ 3.086 o metro quadrado. Esses imóveis têm custo médio de R$ 488 mil.
"Mas, em São Caetano, é possível achar apartamentos com quatro suítes no valor de até R$ 907 mil", explica o diretor da Embraesp, Luiz Paulo Pompéia.
Diadema e Mauá - Nos primeiros seis meses do ano, Diadema lançou 109 unidades de dois dormitórios (em média, R$ 92 mil cada) e 144 com três quartos (em média, R$ 126 mil).
Em Mauá foram lançados dois empreendimentos, somando 218 unidades, todas de dois dormitórios, com área útil de 46,62 metros quadrados e preço total médio de R$ 83 mil. Já em Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, conforme dados da Embraesp, não houve lançamentos de prédios ou condomínios horizontais, apenas loteamento.
Estratégia - A preferência de construtoras e incorporadoras pelo Grande ABC não é por acaso. "Um terreno na região é mais barato do que na Capital paulista, o que permite construir um imóvel do mesmo padrão por um valor final até 50% mais baixo que os encontrados em bairros como Ipiranga, Moema, Vila Mariana ou Vila Madalena", avalia o diretor da Embraesp, Luiz Pompéia.
Para ele, a demanda não vem só de pessoas que já residem do próprio Grande ABC.
"A infra-estrutura da região, o fácil acesso às rodovias e a importância econômica do pólo industrial atraem pessoas de toda a região metropolitana", diz.
Há 25 anos instalado em São Caetano, Viana afirma que, nesse primeiro semestre, o volume de vendas foi dez vezes maior se comparado ao mesmo período do ano passado, em função dos inúmeros lançamentos na região.
"Em poucos dias, vendemos 70% das unidades", reflexo das facilidades oferecidas atualmente nos financiamentos.
A pesquisa feita pela Embraesp abrange 100% das empresas atuantes em toda a Região Metropolitana (incluindo incorporadoras, construtoras e vendedoras das sete cidades) e o desempenho das empresas ao longo do ano.
A pesquisa identifica imóveis residenciais e comerciais, novos e/ou em construção, lançados para venda.

São Bernardo lidera as vendas do ano

O Grande ABC, além de se destacar no volume de lançamento de imóveis, também registra números expressivos na venda de unidades.
São Bernardo foi a cidade que mais se destacou no número de vendas até maio. O volume de negócios foi, principalmente, com apartamentos de três a quatro dormitórios. "A cidade atraiu um maior investimento em função, principalmente, dos grandes terrenos disponíveis na cidade, que atraem construtores e incorporadores", destaca o presidente da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC), Milton Bigucci.
Em seguida está São Caetano, que registrou a venda de 1.193 unidades no período. "Os produtos que foram lançados tiveram uma velocidade de vendas acima de 15%. Isso é reflexo das modalidades de financiamento e crédito disponível no mercado para essa finalidade", explica Bigucci.
O último balanço da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC) endossa o crescimento dos negócios: só até maio, foram comercializadas 4.342 unidades no Grande ABC, volume próximo aos 5.800 imóveis vendidos ao longo de todo o ano passado, que já contabilizava elevação de 79% em relação a 2006 (3.200 unidades).
Coforme Bigucci, as vendas, concentradas em São Bernardo e São Caetano, somaram R$ 1, 24 bilhão.
Francisco Diogo Magnani, sócio-proprietário da construtora MZM Empreendimentos Imobiliários, há 12 anos em Santo André, avalia que, em relação ao primeiro semestre de 2007, as vendas tiveram expansão de 30%. Ele confirma que, em volume, São Caetano e São Bernardo foram os responsáveis pela maioria dos negócios.
Perspectivas - Para o segundo semestre do ano, a expectativa é de que os lançamentos de imóveis de alto padrão devem diminuir. Os novos projetos devem se concentrar em unidades para as classes C e D.
A mudança de padrão está em sintonia com o pacote de incentivo à construção civil, lançado pelo governo federal no segundo semestre de 2006, com o objetivo de facilitar o acesso das classes de menor poder aquisitivo à casa própria.
Como a aprovação dos projetos nas prefeituras levam, em média de seis meses a um ano, os lançamentos estão surgindo agora. "Serão unidades na faixa dos R$ 50 mil a R$ 70 mil, com dois dormitórios e área útil que varia de 50 a 70 metros quadrados", explica Magnani."

 


Todas as informações são de responsabilidade do anunciante
Tudo Imóvel é um produto Diário do Grande ABC
Copyright © 2008
Todos os direitos reservados