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Vendas de imóvel usado recuam no ABC, mas crescem no Estado
Priscila Dal Poggetto
Do Diário do Grande ABC
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Pelo sexto mês consecutivo, o mercado de imóveis usados registra crescimento no Estado. Segundo dados do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), agosto fechou com alta de 2,08% em relação a julho, com 1.081 casas e apartamentos vendidos pelas 1.496 imobiliárias consultadas pela entidade.
Em sentido contrário ao Estado, Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Osasco e Guarulhos, juntas, apresentaram queda de 1,14%. O desempenho negativo na região é justificado pelo apelo dos imóveis novos, com mais facilidades de pagamento. Mesmo assim, o Grande ABC continua forte no segmento – em julho, teve alta de 0,94% contra junho.
“O mercado de novos de forma geral está bem mais aquecido por ter a vantagem de que imóveis de até R$ 120 mil não têm entrada, ou seja, é possível financiar 100% do valor. No caso dos usados, só pode ser financiado 80%”, explica o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto.
Tendência - De forma geral, o presidente do Creci considera positivo os resultados de agosto, já que é uma série de crescimento baseada em patamares elevados, registrados em meses anteriores a abril. “O mercado há três anos estava fraco, depois o crescimento expressivo jogou o segmento em patamar mais alto”, observa.
Viana Neto justifica a tendência como resultado do aumento da disponibilidade de crédito para compra de usados e o alongamento dos prazos de financiamento. “Os bancos estão com critérios mais flexíveis para a ficha cadastral, a renda informal é aceita para a composição do pagamento, os juros estão mais baixos e os prazos mais longos”, afirma.
Para 2008, o presidente do conselho garante mais crescimento. “O déficit habitacional é muito grande. Por mais que se venda e se construa, não dá para atender nem a demanda reprimida. O mercado vai crescer ainda mais”, avalia.
Bancos - Na avaliação de Viana Neto, a concorrência entre os bancos tem trazido grandes vantagens ao consumidor, o que estimula cada vez mais o mercado. Segundo ele, os incentivos oferecidos pela Caixa, com linhas mais populares, forçam os bancos privados a seguir os mesmos padrões e, até mesmo, oferecer mais vantagens para conquistar clientes.
Mercado de locação cai 2,99% em São Paulo
Priscila Dal Poggetto
Do Diário do Grande ABC
A escassez de imóveis para alugar tem afetado o mercado de locações que, pelo quinto mês seguido, registrou queda nos negócios. De acordo com levantamento realizado pelo Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), o recuo chega a 2,99% no Estado em agosto, sobre o desempenho de julho.
Fora a Capital – que apresentou crescimento nos contratos de aluguel, de 1,69% –, a região que abrange o Grande ABC (e inclui Osasco e Guarulhos) apresentou a menor queda na comparação com outras áreas, de 1,60%. No Interior a redução chega a 7,82% e, no Litoral, a 1,61%.
“O aluguel caiu por falta de oferta. A demanda reprimida é enorme”, analisa o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto.
Segundo a entidade, os resultados negativos no mercado estadual de locação começaram em abril, com redução de 2% em relação a março. A queda foi de 0,68% em maio, de 3,73% em junho e de 0,15% em julho.
Ao acompanhar a trajetória do mercado, o presidente do Creci-SP acredita que a queda permanecerá no ano que vem. “A oferta de aluguéis continuará complicada”, ressalta.
Lucratividade - Com a falta de oferta, quem tem imóvel disponível para negócio, lucra. “Alugar continua a ser um excelente negócio. Hoje você paga 1% do valor do imóvel para aluguel, antes era 0,5%”, afirma Viana Neto. “Por isso, o mercado de locação no Grande ABC é um espetáculo”, completa o especialista.Perfil - Segundo a pesquisa da entidade, os imóveis com aluguel no valor de até R$ 600 foram os mais procurados no Estado em agosto. A faixa representa 77,56% dos novos contratos assinados em Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco; 57,42% na Capital; 79,92% no Interior; e 77,65% no Litoral.
Nas 1.496 imobiliárias consultadas pelo Creci-SP, a inadimplência dos inquilinos em agosto foi maior do que em julho nas cidades do Grande ABC, mais Guarulhos e Osasco, com alta de 2,64%, e do Interior (1,22%).
Por outro lado, o número dos que estavam em atraso com o aluguel no período caiu expressivamente na Capital (8,63%) e no Litoral (4,52%).

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