Seguro fiança ganha espaço nos contratos
Tauana Marin
Especial para o Diário
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As pessoas que optam por alugar algum imóvel vêem trocando sua garantia – necessária no momento de contratação de um aluguel – que no caso é o fiador, pelo seguro fiança.
Esse foi o resultado divulgado pela imobiliária Lello Imóveis ao comparar o primeiro semestre deste ano, com o mesmo período de 2006.
Segundo o balanço, nos primeiros seis meses o percentual de locatários que utilizaram o seguro registrou 17,37%, quando no primeiro semestre de 2006 o índice foi de 15,56%.
Mesmo sendo a mais utilizada, a opção pelo fiador obteve uma redução de 66,74% para 64,41% das contratações efetuadas - comparadas no primeiro semestre de 2006 e 2007, respectivamente.
Segundo a gerente geral de Locação e Vendas da Lello Imóveis, Roseli Hernandes, a garantia dada pelo fiador encolheu 4% do ano passado para este, enquanto que a garantia de seguro fiança cresceu em média 12%. “O mercado tem adotado o seguro fiança com mais freqüência pela tranqüilidade e segurança que oferece aos locatários envolvidos”, explica a gerente.
Há 53 anos no mercado, a rede da imobiliária tem no total 13 filiais, sendo nove só de locações. Uma das lojas está no Grande ABC, em Santo André. De acordo com a gerente 84% das locações na região é feito com o fiador, e não com o seguro fiança. Roseli explica que o fiador ainda é a forma de garantia mais usual, pois não tem ônus algum, e geralmente é feito entre parentes e amigos próximos.
O diretor do Secovi - SP (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo), Jaques Bushatsky, acha plausível que a modalidade de seguro esteja crescendo.
Ele explica que essa mudança é justificada pelo fato de nem sempre o inquilino pagar as dívidas do locatário, diferente do seguro fiança que a partir do segundo mês de inadimplência começa a pagar a imobiliária, e assim o proprietário.
“Muitas vezes esse fiador morreu ou não tem condições de pagar a dívida. Por isso é pouco seguro, mas ainda, a modalidade fiador é a mais tradicional”, conclui o diretor do Secovi.
Vendas de imóveis novos cresce 9,76% no primeiro semestre
A venda de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo fechou em alta no primeiro semestre deste ano, segundo pesquisa realizada desenvolvida pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi – SP.
De acordo com o indicador VSO (Vendas Sobre Oferta) - ferramenta que mede o desempenho de comercialização dos bens – o mês de junho fechou com alta de 17,4%.
O mercado imobiliário encerrou o semestre com VSO médio de 13,2% mensal, contra 10,5% registrado em 2006. Segundo o balanço, as vendas cresceram 9,76% a mais de janeiro a junho desse ano, registrando 14.430 unidades vendidas. Em valores, o volume negociado atingiu a marca dos R$ 4,37 bilhões de residências. O número de imóveis comercializados no mesmo período do ano passado foi de 13.147.
Os líderes de vendas foram os imóveis com dois dormitórios, na faixa de R$ 2.200 a R$ 4.300 e R$ 2.500 a R$ 3.600, por metro quadrado de área privativa.
Fiador e fiança requerem pré-requisitos
Na hora de alugar uma casa é pedido ao locatário uma garantia. A gerente geral de Locação e Vendas da Lello Imóveis, Roseli Hernandes, explica que no caso da pessoa optar pelo fiador é preciso se atentar aos pré-requisitos que precisam ser obedecidos. O fiador precisa comprovar que tem um imóvel próprio, que esteja em seu nome e devidamente registrado. Precisa ainda ter uma renda mensal compatível com o valor do aluguel (três vezes o seu valor).
Já o seguro fiança é sempre garantido por uma asseguradora da imobiliária, e ao contrário do fiador, é pago. No caso da Lello Imóveis o seguro é feito pelo Porto Seguro. O locatário preenche uma ficha que será avaliada pela empresa. Dentre as exigências está ter uma renda com três vezes o valor do aluguel mais os encargos (IPTU, condomínio, água, luz e gás).
O valor do seguro gira em torno do valor de uma prestação de aluguel, por ano, dependendo das coberturas – cliente pode optar por ter seguro só do aluguel ou também dos encargos.

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