Imóvel já pode ser financiado em 30 anos
Tauana Marin
Especial para o Diário
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Aqueles que sonham em comprar a casa própria podem se animar. A Caixa Econômica Federal anunciou terça-feira que o prazo para o pagamento do financiamento imobiliário se estendeu de 20 para 30 anos, além da redução nas taxas de juro e na administrativa.
O financiamento feito com os recursos do FGTS teve uma redução na taxa de administração que passou de R$ 25 para R$ 21,43 a partir de 1º de setembro. O valor do imóvel que pode ser financiado nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal também teve reajuste, passou de R$ 100 mil para R$ 130 mil.
Já nas operações com os recursos da caderneta de poupança, dentro do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), a taxa pós-fixada caiu de 11,3% para 10,4%, para a faixa de imóvel residencial avaliado entre R$ 130 mil a R$ 200 mil.
Para as operações feitas dentro do SFH (Sistema Financeiro de Habitação), o limite do valor do imóvel financiado é de R$ 350 mil, onde a Caixa financia até 70% do valor do bem. Para as operações que estão fora do SFH, não há limite de financiamento, mas a grande diferença fica entre as taxas de juros cobradas que variam até 12% ao ano (no SFH) e até 13% ao ano (sem SFH).
Regional - Segundo o gerente regional de negócios da Habitação da Caixa, Marcelo Damião de Paula, o objetivo com a mudança é elevar em 40% o número de financiamentos ante o mesmo período do ano passado.
“Nossa expectativa de crescimento para este ano era de 30%, mas com as mudanças acreditamos que cresça mais 10 pontos, principalmente aqui no Grande ABC”, diz.
Operações de crédito dão ganhos de R$1,7 bi à Caixa
Segundo o balanço feito pela Caixa Econômica Federal no primeiro semestre desse ano, a instituição obteve um saldo nas operações de crédito de R$ 1,7 bilhão, no valor líquido. Se comparado ao mesmo período do ano passado, houve alta de 27,6% sobre o resultado de 2006, de R$ 1,3 bilhão.
O que contribuiu para este saldo positivo foi a evolução das receitas de operações de crédito, que teve alta de 6,2% no período, além da captação líquida da poupança, no valor de R$ 4,3 bilhões.
Do total arrecadado, parte da receita (R$ 386 milhões) será destinada ao Tesouro Nacional.
Balanço - De janeiro a junho deste ano as concessões de crédito comercial cresceram 14%, na instituição, atingindo a casa dos R$ 24,9 bilhões em contratações.
O financiamento para pessoa física obteve um crescimento de 18,3%, ou seja, R$ 12,9 bilhões. As operações feitas por meio de crédito consignado com desconto em folha, de penhor e de cheque especial somaram R$ 10,3 bilhões, com expansão de 79,4%.
Já nas operações destinadas às pessoas jurídicas, a evolução foi de 10,1%, totalizando R$ 12 bilhões.
Só em empréstimos imobiliários no primeiro semestre a Caixa contratou R$ 7 bilhões, sendo R$ 2,6 bilhões com recursos da caderneta de poupança via SBPE. Esses recursos financiaram mais de 235 mil unidades habitacionais. O valor total para este ano, incluindo o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), é da ordem de R$ 17,4 bilhões.
Crédito cresce 90,9% no Grande ABC
Segundo balanço feito na Caixa Econômica Federal, na regional Grande ABC, no primeiro semestre deste ano foram feitas 168 operações de financiamento imobiliário, apresentando um aumento de 90,9% no múmero de empréstimos para aquisição de imóveis novos se comparado ao mesmo período de 2006, quando foram concluídas 88 operações.
O valor bruto do total de empréstimos de janeiro a junho do ano passado ficou em R$ 5,8 milhões, enquanto neste ano superou R$ 11 milhões no mesmo período.
Já para os imóveis usados houve um crescimento de 63,5% no primeiro semestre deste ano em relação aos seis primeiros meses de 2006. De 529 operações, esse ano o número saltou para 865 – diferença de R$ 25 milhões.
Esses financiamentos foram feitos pelo SBPE (Sistema Brasiliero de Poupança e Empréstimo), uma das modalidades de se fazer o financiamento. Segundo o gerente regional de negócios da Caixa, Marcelo Damião de Paula, os empréstimos imobiliários vêm crescendo na região em razão dos prazos e das taxas de juros que a instituição disponibiliza. “Esse aumento vem acompanhando o mercado como um todo, que está evoluindo”, explica o gerente.

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