20 de agosto de 2008 09:13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Madeira para aquecer


Mirian Gimenes
Do Diário do Grande ABC


Um ambiente mais quente e aconchegante. É com este propósito que a madeira tem sido utilizada para revestir as paredes dos quartos, salas e até de banheiros. Sem necessidade de manutenção constante, o material torna-se uma saída para mexer pouco no bolso e dar um toque diferenciado aos cômodos.

O arquiteto Marcos Biarari, de Santo André, atribui seu uso na decoração de paredes ao aumento das vendas do porcelanato para o piso. “Por causa do revestimento vitrificado, que deixa muito frio o ambiente, usamos a madeira nas superfícies para dar mais aconchego.”

Antes de definir a colocação das ripas, o arquiteto diz que tem de haver planejamento. “A madeira precisa ser tratada como se fosse uma escultura, um objeto para incrementar o ambiente e não tomar conta.”

A característica principal deste material, que deve ser mantido no tom natural, é o efeito rústico e irregular. “Assim, permite uma textura em relevo que, aliada à iluminação, traz efeito diferente”, diz o arquiteto.

No caso dos lavabos, Biarari explica que só é usado o material nos que têm pouco contato com a água. “Geralmente aqueles disponibilizados para visitas e para lavar as mãos.”

Para as áreas internas, são sugeridas por Biarari o uso de madeiras cumaru, cedrinho, amêndola e peroba. Quem quiser ousar no revestimento externo da casa, o arquiteto recomenda ipê.

 

CORRETAS

A arquiteta Andréia César, de Santo André, indica para o revestimento as madeiras ecologicamente corretas. “Costumamos usar a Teca, cujo painel é feito de produto reciclado, o que não agride o meio ambiente”, explica. Neste perfil se encaixam também as canjiquinhas, que são restos da matéria-prima.

Por serem de fácil deterioração, a profissional recomenda que, antes da colocação na parede, devem ser tratados, por exemplo, problemas de infiltração. “E também é preciso ter cuidado para não colocar em local onde bate sol, porque podem desbotar.”

 

CUIDADOS

Para selar a madeira, deve-se passar resina. Além de proteger a matéria-prima, o produto já tem em sua composição ação anticupins.

Nas áreas externas, a resina tem de ser passada na madeira a cada um ano.

Durante este intervalo, a recomendação é de que o painel receba cera líquida.

Dentro dos ambientes, a madeira tem de ser selada apenas uma vez com resina. Não há necessidade de manutenção.

Para limpeza, utilizar apenas pano úmido e sabão neutro.

 

 

Madeira para aquecer

 

 

 

Madeiras (o m²): Cumaru; Amêndola; Ipê e Peroba: R$ 380 (painel e instalação)

Cumaru e Ipê para assoalho: R$ 80 (só a madeira)

Teca: R$ 86 (chapa 3,08 X 1,25 metros)

Canjiquinha: R$ 250 (painel e instalação)

Painéis (metro linear):

MDF: R$ 400

Lambri: R$ 150

 

 

MDF e Lambri: outras opções

 

 

 

A tendência na decoração de ambientes não se restringe apenas a madeiras-de-lei e maciças. Os produtores disponibilizam também painéis – de MDF (composto por fibras e resina sintética) e os lambris (madeira para forro) –, que fazem as vezes da matéria-prima e proporcionam efeito semelhante nos locais instalados.

O designer de interiores Hélder Almeida diz que, na marcenaria onde trabalha, a procura por estes materiais tem sido intensa. “Inclusive para o quarto de crianças, já que os pais não querem que elas encostem na parede gelada”, acrescenta.

No caso do MDF, as peças podem ser cortadas tanto na horizontal quanto na vertical. “Fazemos o desenho de acordo com a necessidade do ambiente que deve ter o uso ponderado do material.”

No caso dos lambris, como o corte já está estabelecido – no formato de ripas –, a diferença fica apenas na montagem do painel na parede. “Além disso, eles são mais baratos devido à porosidade da madeira e a montagem, que não fica uniforme como o MDF.”

VANTAGENS Uma das vantagens do uso dos painéis na decoração, diz o designer, é a falta de necessidade de pintura nas paredes. “Com a colocação deste revestimento, as superfícies ficarão protegidas de sujeiras e desgastes.” A arquiteta de Santo André, Andréia César, acrescenta que, com a onda do uso das TVs de plasma fixadas nas paredes, os painéis são boa opção. “Por ficarem cerca de 10 cm afastados da superfície, a fiação pode ser colocada toda por trás sem ficar aparente.”

 

 

 

 


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