Crédito impulsiona itens da construção
Tauana Marin
Especial para o Diário
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As linhas de crédito para compra de material de construção têm sido a opção de muitas pessoas para consolidarem o sonho de construir ou reformar a residência.
O valor financiado para a compra de materiais é o maior incentivo para o setor desde o início do ano passado, segundo o presidente executivo da Abramat (Associação Brasileira de Materiais de Construção), Melvyn Fox.
“O crédito acaba sendo um meio para alavancar o crescimento do setor”, explica o dirigente. “No primeiro semestre, deste ano, o mercado interno cresceu 11,77%”, completa.
Segundo ele, os valores que as entidades estão disponibilizando neste ano para financiamentos habitacionais, incluindo o crédito para material de construção, são de R$ 23 bilhões. Desses, R$ 12 bilhões são de bancos privados, R$ 3 bilhões da Caixa Econômica Federal e R$ 8 bilhões por meio do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
Planos - A Caixa Econômica Federal oferece três linhas de crédito imobiliário para a compra de materiais ou armários destinados exclusivamente ao imóvel residencial urbano.
No plano Construcard Caixa, o valor do financiamento vai de R$ 1 mil à R$ 180 mil, com prazo máximo de pagamento de 34 meses. Já no plano Construcard FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), o financiamento mínimo é de R$ 3 mil e o máximo, de R$ 12 mil, com a utilização do fundo. O pagamento do crédito pode ser feito em até 96 meses.
Para a linha de crédito do plano Carta de Crédito FGTS Individual, a pessoa tem direito a um financiamento entre R$ 1 mil e R$ 7 mil, com um prazo de pagamento em até 96 meses.
Regional - O último balanço feito pela Caixa Econômica Federal apontou que só no Grande ABC, entre janeiro e março deste ano, foram fechados 71 contratos, somando os três planos, com valor aproximado de R$ 1,3 milhão. No mesmo período de 2006, o valor dos contratos foi de R$ 1,578 milhão.
Custo do metro quadrado sobe 0,41%
O INCC (Índice Nacional da Construção Civil), cálculo mensal feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísitca) em convênio com a Caixa Econômica Federal sobre os custos do setor, teve uma alta de 0,41% em julho.
Em junho, a variação tinha sido de 0,53%. Ou seja, embora tenha havido uma alta no mês passado, houve uma desaceleração de 0,12 ponto percentual em comparação ao período anterior.
O custo nacional de construção por metro quadrado passou de R$ 589,04 em junho para R$ 591,45. Deste total, R$ 338,62 são referentes a material de construção – que teve alta de 0,36% – e R$ 252,83 à mão-de-obra.
São Paulo tem o maior custo de construção do País, com R$ 654,61. Mesmo com este índice, o Estado registrou uma das mais baixas variações no mês, correspondente a 0,1%.

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