Era do equlíbrio
Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC
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Depois do exagero estético que durou até os anos 1980 e passada a década em que o menos foi considerado o máximo, chega a vez da era do equilíbrio. A edição deste ano da Casa Cor, evento de decoração mais disputado do País, mostra que o lar deve ter a cara do dono, sem necessariamente refletir um abuso das possibilidades. “Não é preciso ser seco para conseguir um toque contemporâneo”, afirma o arquiteto Gustavo Motta, responsável pelo design da sala de banho e pelo banheiro masculino do condomínio, formato pelo qual a casa foi organizada nesta 21ª edição.
E essa vontade de imprimir particularidades começa a se revelar nas cores básicas que a moda das ruas impôs, como o preto, o branco, o bege e o cinza em revestimentos e até em ambientes completos, totalmente monocromáticos. A parceria do branco e do preto também está presente.
A madeira, quase sempre ecológica (de reflorestamento), aparece para deixar os ambientes cada vez mais acolhedores. Além dos móveis, serve de forro para tetos e parte da parede.
Como adorno, os cristais estão de volta. Não só em lustres, como também em apliques nos tecidos, espelhos e móveis. “A marca do ano é uma coisa mais rica, mais enfeitada”, afirma a arquiteta Glaucya Taraskevicius, de Santo André.
Outro bloco importante é o dos materiais inusitados para a montagem de cadeiras. Arames retorcidos, materiais recicláveis e até objetos utilitários da cozinha foram bastante explorados.
As luminárias não ficam sozinhas quando o assunto é deixar os ambientes claros. Móveis, espelhos, portas e nichos podem esconder lâmpadas e criar efeitos diferentes.
Entre os móveis, o destaque fica por conta das prateleiras, que não precisam necessariamente ficar simétricas, tendência do Salão de Móveis de Milão.
21ª Casa Cor São Paulo
Até 9 de julho, no Jockey Club (avenida Lineu de Paula Machado, 1.075, Cidade Jardim).
De terça a domingo (inclusive feriados), das 12h às 21h.
Ingressos: R$ 30 (terça a sexta-feira) e R$ 35 (sábados, domingos e feriados). Maiores de 60 e estudantes pagam meia-entrada. Crianças até 10 anos não pagam.

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