Feirão da Casa Prórpia atrai 26 mil visitantes no primeiro dia
Letícia Casado
Do Diário do Grande ABC
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O 3º Feirão da Casa Própria, promovido pela Caixa Econômica Federal, colocou à venda 60 mil imóveis na região metropolitana de São Paulo e Baixada Santista. A expectativa é atrair 150 mil pessoas. Apenas no primeiro dia de funcionamento, 26 mil visitantes já foram aos estandes de imóveis novos, na planta e usados ou fizeram inscrição nos programas habitacionais. O movimento maior deve ser entre sábado e domingo.
No primeiro dia também foram assinados 444 contratos de financiamentos, que totalizaram R$ 13,7 milhões. Além disso, 870 negócios foram encaminhados, somando R$ 21,7 milhões em vendas em andamento.
Até 100% do valor dos imóveis pode ser financiado no Feirão, mas as condições variam de acordo com a linha de crédito a ser utilizada. As opções de financiamento são Carta de Crédito do FGTS, Carta de Crédito do SBPE ou Programas Coletivos, em parceria com entidades e setor público. Na manhã de sexta-feira, a fila da Cohab era a maior do evento.
Quem quiser comprar um imóvel na feira terá toda a estrutura para fazê-lo. Há uma equipe de representantes dos cartórios para registrar as vendas, além de 270 corretores habilitados no convênio da Caixa com o Creci-SP (Conselho Regional de Corretores), a fim de dar assessoria aos clientes. E mais 300 corretores de imobiliárias da região metropolitana atuando na venda de imóveis usados. Além disso, antes de fechar o negócio, o cliente senta com uma equipe para simular o melhor tipo de financiamento.
No total, há imóveis de 193 empreendimentos habitacionais novos e em construção, financiados pela Caixa.
Nos espaços do Governo do Estado de São Paulo (CDHU) e da Prefeitura de São Paulo (Cohab) os funcionários darão orientações sobre como proceder em caso de interesse pelos programas habitacionais.
Em 2007, a Caixa Econômica Federal pretende aplicar o maior orçamento de habitação de toda história, destinando R$ 17,4 bilhões para os financiamentos. Desse total, R$ 12 bilhões servirão para sustentar operações com pessoas físicas em todo Brasil.
A Caixa registrou R$ 5,16 bilhões em financiamentos por todo o Brasil até o dia 16 de maio – valor 20% superior ao dos primeiros meses do ano passado. Apenas entre os dias 2 e 16 deste mês foram emprestados R$ 900 milhões, o equivalente a R$ 81,81 milhões por dia útil.
Na noite de quarta para quinta-feira, quando o feirão abriu as portas, centenas de pessoas se aglomeraram em frente ao Expo Center Norte, fazendo fila para entrar logo no evento. O motivo: garantir a compra financiada de apartamentos dos programas habitacionais, que custam cerca de R$ 35 mil. “O pessoal da noite disse que tinha uma fila gigante aí na porta durante aquela madrugada fria”, disse um dos seguranças da feira, que preferiu não ter seu nome revelado.
Local: Expo Center Norte São Paulo/SP
Período: 24 a 27 de maio
Horário: sábado das 10h às 20h, e domingo das 10h às 18h
Qualidade de vida é atrativo do Grande ABC
Letícia Casado
Do Diário do Grande ABC
Há muitas opções para quem quer um espaço próprio em alguma das sete cidades. Na verdade, 919 opções: 522 apartamentos, 335 casas, 61 terrenos e apenas um flat, em São Bernardo.
De acordo com Rufino Paulo, diretor da RJ Imóveis, corretora com foco nos negócios da região, a média de preço dos apartamentos no Grande ABC é R$ 70 mil. E São Bernardo é o lugar mais procurado.
É a primeira vez que sua empresa participa do Feirão, mas a expectativa de Rufino é que as vendas cresçam 30% depois do evento. Para ele, “é uma oportunidade para divulgar os produtos e as formas de pagamento, e também conquistar mais clientes”. A qualidade de vida é o que mais atrai novos moradores ao Grande ABC.
Luciano convenceu o pai, Odonel Blanco, a sair da Capital para um apartamento próprio em São Caetano. Ele estuda ciências da computação na Metodista e trabalha em São Paulo. Ainda assim, diz que sempre gostou da região e que vale a pena mudar de cidade. Sexta-feira, foi ao Feirão da Casa Própria e, junto com o pai, está escolhendo um apartamento próximo à Avenida Goiás. “Rudge Ramos, em São Bernardo – que seria a outra opção – já está saturado”, diz ele, explicando a preferência por comprar a casa própria em um lugar mais longe da universidade.
Para Michel Joannette e Jéssica Francisca, casados há três anos, o evento foi uma boa oportunidade para realizarem mais um sonho: sair do apartamento para morar em uma casa.
Apesar de serem donos de um apartamento em Parque Capuava, em Santo André, o casal vai vender o imóvel e dar entrada na casa, na mesma cidade. Joannette diz que sente muito a diferença entre os dois tipos de moradia, pois foi criado em uma casa, que oferece muito mais liberdade aos moradores.
A mãe de um adolescente de 15 anos, Iara de Aquino Costa, quer sair da zona norte paulistana e voltar a viver em São Bernardo, onde morou por muito tempo – mesmo que isso implique em um transtorno maior para o filho chegar à escola. “Vale o investimento. É um lugar sossegado”. Até o momento da entrevista, Iara não havia encontrado a casa própria no preço que gostaria de pagar, mas isso não a desanimou. “Gosto da cidade. Vou continuar procurando”.

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