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06 de janeiro de 2009 00:57
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Quem procurou a Caixa Econômica Federal (CEF) na região do ABC para financiar um imóvel, optou por fazê-lo através do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), e não pelo FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). O financiamento pelo SBPE cresceu 148% entre 01 de janeiro e 01 de março de 2007, na comparação com os meses de 2006. O financiamento através do FGTS seguiu em sentido contrário: caiu 37% no período. O SBPE financia imóveis com recursos de quem aplica dinheiro na poupança, e 70% do volume da caderneta deve ser destinado ao financiamento imobiliário. O gerente regional de negócios da área de construção civil da CEF da superintendência do ABC, Marcelo Damião, explica que a mudança na opção de financiamento é conseqüência da diferença nas taxas de juros das duas linhas. A taxa efetiva do FGTS é 10,16% ao ano, e o SBPE, 10% ao ano. “Parece pouco esse 0,16%, mas em um financiamento de 20 anos a diferença é de alguns milhares de reais”, afirma Gustavo Cerbasi, consultor financeiro. O aumento na procura pelo financiamento do SBPE mostra que o brasileiro está poupando mais, de acordo com ele. Quanto mais recursos na caderneta de poupança, maiores são as condições de oferecer juros menores no mercado. Mas o consultor avisa que, mesmo se a taxa básica de juros continuar caindo, dificilmente os juros de 10% ao ano serão reduzidos. Cerbasi acredita numa possível queda dos juros no financiamento imobiliário em até 2% nos próximos 4 ou 5 anos. Diz ele: “só há queda se há redução na procura, e a demanda está crescendo”. O volume total financiado pela Caixa no período cresceu 10,5%: em 2006, o banco destinou R$ 47,5 milhões, e em 2007, R$ 52,5 milhões. Para Cerbasi, o volume da caderneta reflete o aumento da poupança do brasileiro. “A classe média está aprendendo a poupar, criando condições para as classes mais baixas realizarem o sonho de conseguir a casa própria”, diz ele. O número total de unidades financiadas pela CEF cresceu 4,86%: no primeiro trimestre do ano passado, 1.106 famílias da região do ABC conseguiram a casa própria - e 1.160 já o fizeram no começo deste ano. Para quem acha o número desprezível, o consultor lembra: “esse aumento é maior que o crescimento do PIB”. São Bernardo é a cidade com maior procura de financiamentos imobiliários, de acordo com Damião, mas Santo André já foi a cidade mais procurada. “O ABC tem potencial de crescimento, e tem aumentado a procura no financiamento habitacional”, garante. O superintendente da regional do ABC diz que a inadimplência de quem procura as linhas de financiamento da Caixa gira em torno de 7%. “Não é um número nem baixo, mas o ideal seria 5%. Temos que trabalhar isso”.
Aluguel para Semana Santa está mais barato
Letícia Casado
O Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo) realizou um levantamento com 58 imobiliárias de 12 cidades litorâneas e verificou que, em relação ao Carnaval, os preços dos imóveis na Semana Santa estarão, em média, 10% mais baratos. No litoral Norte essa diferença chega a 24,31%. Entretanto, quando comparados com a Páscoa do ano passado, os preços no litoral paulista estão cerca de 15% mais caros. A maior surpresa do levantamento é que, quando comparados com os valores de 2006, o litoral Norte de São Paulo ficou mais barato em 2007. A pesquisa foi feita nas cidades de Caraguatatuba, Ilhabela, Ubatuba, São Sebastião, São Vicente, Santos, Guarujá, Bertioga, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe e Praia Grande. Dicas - O Creci-SP dá algumas dicas para quem vai alugar imóvel em temporada. A primeira é que o proprietário e inquilino procurem um corretor de confiança. Para isto, podem pedir informações nas delegacias do conselho. Corretores e imobiliárias credenciados possuem número de registro, que pode ser exigido pelo interessado. Além disso, o locatário deve visitar o imóvel antes de fechar o negócio, para saber em quais condições se encontra o bem. Quem não puder ir até o local deve pedir fotos ao corretor. A maioria possui esse recurso. Deve-se sempre fazer contratos de locação, mesmo que o aluguel do imóvel dure apenas uma semana. “Neste contrato devem constar as datas de entrada e saída do inquilino, o valor, a forma de pagamento, eventuais multas para os casos de atraso ou depredação e até o número de pessoas que vão ficar no imóvel”, diz o Creci-SP em nota oficial. O órgão aconselha a estarem descritos o número de utensílios domésticos à disposição do inquilino, que devem ser conferidos na hora da entrada e da saída. Quanto às formas de pagamento, o usual é o pagamento de 50% do valor total da locação no ato da contratação e os 50% restantes na data de entrega das chaves. Mais informações no site: www.creci.org.br
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