21 de novembro de 2008 11:54

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Caem as vendas de imóveis usados


Humberto Domiciano de Paula
Especial para o Diário


O mercado de imóveis usados abriu 2007 com o pé esquerdo na cidade de São Paulo. A comercialização de empreendimentos usados caiu 3,25% em relação ao mês de dezembro de 2006.

A constatação é de pesquisa do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo). Segundo o presidente da entidade, José Augusto Viana Neto, o balanço de fevereiro deverá apresentar números mais positivos. “Devemos ter melhoras, por conta do fim do recesso escolar. O único porém é o Carnaval”, diz.

Viana acredita que neste ano o mercado de imóveis será mais aquecido que em 2006. “A oferta de crédito bancário já está boa, mas as projeções mostram que ficará ainda maior”, aposta.

Apartamentos - A pesquisa do Creci-SP revela que os apartamentos representaram 57% dos imóveis comercializados e tiveram as maiores altas de preços em janeiro. O zoneamento C da Capital, que abriga bairros como Lapa, Aeroporto, Jabaquara e Cidade Universitária, teve aumento médio de 7,59% no preço do metro quadrado, passando de R$ 2.134,60 para R$ 2.296,59. Já os bairros da zona A, que abriga imóveis de alto padrão como Higienópolis, Itaim Bibi, Jardim Europa e Morumbi, o metro quadrado sofreu queda de 5,11% (de R$ 2.070,97 para R$ 1.965,06).

Aluguel - A locação de imóveis fechou janeiro em baixa de 1,58%. Foram alugadas 989 unidades, sendo 52,48% de casas. No entanto houve aumento na inadimplência, que ficou 4,28% maior.

Panamericano - Os consórcios podem ser uma boa opção para quem deseja adquirir a casa própria. Nesta semana o Banco PanAmericano anunciou uma modalidade que divide as parcelas de acordo com os sorteios. Tufic Cohen, diretor de consórcios da empresa destaca que o consumidor pagará metade das parcelas até a contemplação.

Cohen revela que o PanAmericano pretende atingir principalmente os públicos das classes C e D. “Queremos consumidores que pagam aluguel e não tem carteira assinada. Mas que possuam alguma movimentação financeira.” aponta. A modalidade de consórcios ainda representa 1,5% do total de financiamentos imobiliários. A média das taxas de administração é de 18% sobre o total financiado. (Supervisão de Fernando Bortolin)

 

 

 

 


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