05 de janeiro de 2009 22:55

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vendas de imóveis usados caíram 5,62% em 2006


Luciele Velluto
Do Diário do Grande ABC


As vendas de imóveis usados tiveram resultados negativos no Estado de São Paulo em 2006. O índice apresentou queda de 5,6%, mesmo com a boa performance do setor no fim do ano.

Os dados são do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo). “O ano de 2005 foi muito bom, por isso não esperávamos que 2006 fechasse em queda”, afirma José Augusto Viana Neto, presidente da entidade.

Nos últimos meses de 2006, o segmento apresentou números positivos, principalmente em dezembro, com resultado 2,91% melhor em vendas do que novembro. Mas o mês de março, com baixa de 7,78%, pesou no acumulado e os meses seguintes não conseguiram recuperar o mau desempenho. De abril a agosto, as vendas foram mornas e nenhum mês obteve índice maior do que 1%.

Os imóveis que tiveram maior saída no ano passado foram os de até R$ 100 mil nas quatro regiões analisadas. A pesquisa regional, que inclui o Grande ABC, aponta que 22% das vendas em dezembro foi de casas ou apartamentos com o custo entre R$ 61 mil e R$ 80 mil.

Para Viana, o setor foi prejudicado pelas mudanças no crédito imobiliário para os usados. No ano passado, a CEF (Caixa Econômica Federal) passou a financiar 80% do valor total de residências, enquanto que para imóveis novos o percentual chega a 100%. “As pessoas têm medo de perder o que aplicam, já que hoje isso é muito mais fácil por causa da alienação fiduciária. Ter 20% do valor do imóvel para financiá-lo é mais complicado”, explica o presidente.

A entidade já entrou em contato com a CEF para reavaliar o valor dos financiamentos, com a proposta de 100% para imóveis usados no valor de até R$ 100 mil. “Enviamos dados estatísticos, além de uma série de benefícios que ocorrem com a venda desses imóveis, movimentando outros setores da economia”, afirma. “Mas temos de esperar, por causa de indefinições e mudanças que devem acontecer por conta da nova gestão do governo Lula”, completa.

Para 2007, a entidade espera que existam mudanças maiores e que os usados sejam incluídos em novos planos de financiamento. “O PAC (Programa de Aceleração de Crescimento), beneficia apenas a venda de novas unidades”, diz Viana.

 

 

 

 


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