|
| |
Revisão reduz custo em condomínio
Administradoras indicam a manutenção preventiva de equipamentos para corte de gastos
Gabriela Gasparin
Especial para o Diário
|
Viver em condomínio pode ser muito prazeroso e confortável: são áreas de lazer, elevadores, portões automáticos, câmeras de segurança, seguro do prédio, entre outros benefícios. Porém, para que todos os equipamentos do local funcionem bem é necessário que haja uma revisão e manutenção periódica dos itens, conforme orienta administradoras de condomínios da região.
O trabalho, geralmente controlado pelo síndico, abrange ações como: limpeza de caixa d’água, manutenção dos elevadores, treinamento de funcionários, inspeção do extintor de incêndio e pára-raios, pintura das paredes, limpeza da piscina etc.
Para cada uma dessas revisões existem cronogramas de ações e valores a serem pagos, conforme orienta o diretor de condomínios da Gonçalves Imóveis e Condomínios, que atua no Grande ABC, William Cesar Gonçalves.
“É interessante que o síndico apresente aos condôminos, uma vez por ano, uma previsão orçamentária para o período, que já leva em consideração os gastos com as revisões dos equipamentos. Isso evita problemas financeiros com possíveis incidentes”, indica.
De acordo com Gonçalves, podem existir inúmeras reparações a serem feitas dentro de um condomínio. Tudo depende do tamanho do complexo e das áreas em comum existentes no local. O diretor ressalta, porém, o que é obrigatório ser feito em qualquer agrupamento: revisão do extintor e equipamentos de incêndio, renovação do seguro predial, limpeza de caixa d’ água e inspeção do pára-raios.
“Uma revisão interfere na outra. Um exemplo é o extintor de incêndio. Se o equipamento não estiver com tudo em dia e ocorrer um incidente no prédio, a seguradora não cobre os danos. O mesmo acontece com o pára-raio”, revela.
Outra dica citada por Gonçalves é a contratação de empresas terceirizadas para a realização das revisões de alguns equipamentos, como o elevador. “Dessa forma a manutenção fica por conta da prestadora de serviços”, orienta.
Qualidade - A mesma opinião tem o gerente de Logística e Manutenção Predial da Lello Condomínios, com filial em Santo André, José Maria Bamonde. “Viver em condomínio preserva a qualidade de vida. A manutenção constante dos equipamentos visa prevenir possíveis incidentes, além de reduzir custos”.
O gerente explica que a manutenção prolonga a vida útil. “Comprar ou consertar um equipamento sai mais caro do que revisá-lo”, exemplificou.
André Luis, síndico de um condomínio em Santo André, opta por fazer um cronograma com as obrigações anuais. “Além de se preocupar com a manutenção, também me importo com a segurança do prédio e com o bom relacionamento junto aos moradores”, conta. O síndico informa que as atenções com as obrigações do condomínio devem ser diárias.
(Supervisão de Fernando Bortolin)
Medidas protegem saúde de funcionário
Assim como em qualquer empresa, os funcionários do condomínio também precisam ter boas condições de trabalho e segurança. Portanto, medidas administrativas devem ser tomadas para atender essas necessidades.
O gerente de Logística e Manutenção Predial da Lello Condomínios, José Maria Bamonde, revela que iniciativas como a criação da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), com treinamento anual, é uma delas.
“Para condomínios com menos de 50 funcionários, apenas uma pessoa precisa ser capacitada, geralmente o zelador. Já para locais maiores, esse número aumenta para mais representantes”. A comissão terá a responsabilidade de examinar as áreas comuns e verificar se existem locais de risco de trabalho dentro do condomínio.
Outras medidas como a Brigada de Incêndio - treinamento para uso de extintores e atitudes a serem tomadas em caso de incidentes - e a PPRA (Obrigatoriedade de Vistoria e Emissão de Laudo e Certificado) - vistoria nas condições no ambiente de trabalho, como exposição a barulho excessivo, produtos tóxicos entre outros - também devem ser preocupação do condomínio anualmente. As revisões são feitas por empresas especializadas. O PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), direcionado à saúde dos funcionários, deve ser realizado anualmente assim como outras medidas. De acordo com Bamonde, o documento da revisão deve ser guardado por 20 anos, em caso de algum funcionário exigir a comprovação.-GG
Investir não basta, é preciso saber usar equipamentos
Câmeras de segurança, alarmes nos portões, porteiro eletrônico. Medidas como essas são cada vez mais comuns em condomínio para garantir a segurança dos moradores. Porém, de acordo com administradoras da região, condôminos e funcionários também precisam estar treinados como forma de prevenção da violência urbana.
“Hoje a segurança patrimonial é uma necessidade básica e os condomínios têm se adaptado com a instalação de equipamentos. Mas tudo isso não funciona quando o homem não sabe apertar o botão”, diz o presidente da Acag (Associação dos Condôminos em Autogestão), que atua na região, Gilson Cabrini. A entidade conta com 2,5 mil condomínios associados no Grande ABC.
O presidente informou que é necessário treinar os funcionários e moradores sobre o manuseio dos equipamentos e os comportamentos que devem ser realizados como medida de prevenção de roubos e assaltos.
Para o gerente da Lello Condomínios, José Maria Bamonde, a conscientização dos moradores é essencial para a prevenção da violência urbana.
Ele orienta que o síndico do condomínio promova uma assembléia entre os moradores para a discussão das regras de segurança do local.-GG

Todas as informações são de responsabilidade do anunciante
Tudo Imóvel é um produto Diário do Grande ABC
Copyright © 2009
Todos os direitos reservados
|