06 de janeiro de 2009 00:49

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Condomínio horizontal está em alta


Modalidade atrai consumidores da região em busca de maior qualidade de vida e segurança


Gabriela Gasparin
Especial para o Diário

Morar em um condomínio fechado horizontal - nome dado aos grupamentos de casas - não é uma exclusividade da classe A, como pensa grande parcela dos consumidores. Empreendimentos a preços acessíveis ao bolso da classe média - em torno de R$ 100 mil - e até unidades populares - ao preço de R$ 60 mil - podem ser encontrados no Grande ABC como opção de moradia.
Privativo, o condomínio horizontal oferece maior segurança aos moradores, conforme explicou a diretora regional do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de São Paulo), Rosana Carnevalli. “A população prefere viver em casas, desde que caibam no bolso. São mais confortáveis, espaçosas e, juntamente com a segurança, garantem maior qualidade de vida”, disse.
O preço varia conforme a cidade e o bairro. Em São Caetano, por exemplo, os valores são mais altos - os imóveis podem custar R$ 500 mil. Em Mauá, há casas “populares” em condomínios fechados desde R$ 60 mil, e unidades com preço em torno de R$ 100 mil também podem ser encontradas em São Bernardo.
Demanda - Há demanda na região para esse tipo de empreendimento, revelou Rosana. “Geralmente, quem vive em apartamento opta pelo modelo por causa do preço melhor. Mas quem pode escolhe morar em casa.”
Rosana acrescentou que o preço do imóvel também aumenta conforme o custo do terreno. Por isso, em bairros mais nobres não é viável a construção de casas populares.
O empresário Milton Bigucci acredita que o mercado no Grande ABC está em alta para condomínios fechados, tanto para casas como para edifícios. “Os maiores destaques estão em condomínios grandes, com áreas de lazer”, ressaltou.
Bigucci acredita que a maior procura por esses imóveis deve-se à segurança, que fica mais barata na medida em que aumenta o número de moradias. Como em São Bernardo, Santo André e em São Caetano o terreno costuma ser mais caro, as construtoras exploram mais o espaço com o levantamento de edifícios.
Escolha - O arquiteto Waldir César Ribeiro - que desenhou um projeto de condomínio fechado para casas populares em Mauá - acredita que a demanda por imóveis térreos é bastante superior à por apartamentos. “Se você oferece os dois produtos na mesma faixa de preço, os apartamentos encalham”, afirmou.
Segundo o arquiteto, que trabalha há 20 anos com habitação popular, é possível construir condomínios horizontais fechados para a população de baixa renda. “É preciso que o terreno seja mais em conta. Já o projeto deve ser bem pensado, com construções convencionais e de boa qualidade”, concluiu.
(Supervisão de Anderson Amaral)

 

 

Tranqüilidade compensa preço maior


Construído há seis anos, o Condomínio Fernando de Noronha, em São Bernardo, conta com 66 imóveis. São casas com valor médio de R$ 100 mil, e a taxa mensal de administração do local gira em torno de R$ 200. O síndico Rogério dos Santos Brito, morador há mais de dois anos, explicou que o principal motivo para a escolha do local é a segurança.
“Pelo menos eu me sinto mais seguro morando em um condomínio fechado. Como tenho o horário bastante flexível, às vezes chego tarde em casa e fico mais tranqüilo sabendo que há vigilância”, disse.
Brito prefere morar em uma casa, onde há maior privacidade. “Já vivi em apartamento e não me acostumei”, revelou. Para ele, outro benefício de residir em condomínio fechado é a tranqüilidade de deixar as crianças brincarem fora de casa sem perigo de assalto. “Na rua eu teria de acompanhá-los. Aqui (no condomínio), eu não preciso me preocupar com a segurança”, revelou.
Para construir um imóvel em um condomínio horizontal, gasta-se mais do que em uma moradia do mesmo padrão em bairros convencionais. “A gente acaba pagando pelo conforto e pela segurança”, informou.
Redução de custos - O síndico revelou que, para reduzir os gastos com o condomínio, já foi sugerida a hipótese de se retirar o porteiro do local. “Ninguém quis. Todos concordaram em manter o profissional, pois moramos no condomínio fechado justamente para garantir a segurança”, contou.
Para o transportador escolar Dejanilson Geraldo da Silva, morador do local, a taxa do condomínio até poderia ser mais em conta, mas ele acredita que a redução poderia afetar a segurança do local. “Quando resolvi morar aqui, há seis anos, procurava oferecer liberdade aos meus filhos, que eram pequenos. Nesse período, nunca aconteceu nenhum incidente no condomínio”, ressaltou.
Lazer - Outra vantagem são as áreas de lazer, como quadra esportiva e salão de festas, além de um quintal com churrasqueira para cada imóvel e vagas de garagem em frente às casas. Os sobrados contam, em média, com dois dormitórios e duas vagas na garagem. “Mas eu mesmo reformei meu imóvel, acrescentando um dormitório”, disse Geraldo da Silva. - GG

 

 

Região tem dois lançamentos


Dois novos empreendimentos serão lançados em dezembro no Grande ABC: o Condomínio Ventura, da construtora Cyrela, em Santo André, e o condomínio Vilaggio di Roma, da Sammarone, em São Bernardo. No primeiro caso, o estande com apartamento decorado já está disponível para visitação no local. No segundo, o modelo poderá ser conferido no início do mês que vem.
Os dois edifícios de dez andares que compõem a novidade em São Bernardo oferecem apartamentos com três dormitórios, sendo uma suíte, mais duas vagas de garagem, além de áreas de lazer como piscina, playground, saunas e salão de festas, entre outros. A previsão de entrega é para daqui a três anos.
De acordo com o diretor comercial da construtora, José Carlos Lupianhes, a média dos preços dos apartamentos é R$ 198 mil, com três opções de planta.
Já a novidade de Santo André contará com quatro edifícios de 20 andares - quatro unidades por andar - com entrega em três anos. Segundo o corretor executivo da Cyrela, José Amaral Possato, já há imóveis reservados. A tabela de preços ainda não foi concluída, mas Possato estimou que as custarão, em média, R$ 2,6 mil o metro quadrado no andar intermediário.
“No lançamento, os preços terão 3% de desconto”, disse. Há apartamentos de 133 m² e 165 m², com quatro dormitórios, opções de sala ampliada, suítes e duas vagas de garagem. A estrutura de lazer inclui quadra poliesportiva, parque aquático e salão de festas, entre outros.-GG



 

 


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