20 de agosto de 2008 09:22

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Móvel usado é opção na decoração

Preços encontrados são até 70% mais em conta na comparação com uma peça nova



Guilherme Yoshida

Os móveis usados se tornaram uma boa opção para quem deseja decorar a casa e gastar pouco. Antes adquiridas somente pelas classes de baixa renda (C, D e E), estas mercadorias atualmente atraem a atenção de uma parcela da população, que vê nesses produtos a chance de conceder um toque retrô-chique aos ambientes da residência.
“O grande atrativo dos móveis usados é o preço”, avalia a arquiteta Simone Tasca, de São Caetano.Para a profissional, o ideal na decoração de um ambiente é colocar pouco mobiliário reutilizado, para que não ‘envelheça’ o espaço. Assim, existe a possibilidade de destaque perante o restante dos móveis.
“Coloque, por exemplo, uma mesa usada com cadeiras modernas ou monte um bar utilizando copos usados. Tudo isso para não perder a jovialidade no ambiente”, orienta a arquiteta.
Lojistas da região afirmam que cadeiras, mesas, estantes e muitos outros móveis residenciais ou de escritório de ‘segunda mão’ são encontrados a preços entre 30% a 70% mais em conta, na comparação com uma peça nova.
No entanto, profissionais da área indicam que sempre é preciso avaliar se o móvel usado escolhido está em boas condições de utilização. Outra dica é confirmar se existe alguma garantia para o mobiliário escolhido.
O guarda-roupa, um dos itens de maior custo na hora de decorar a residência, é um bom exemplo de como é possível economizar. Em algumas lojas de usados da região, o item pode ser encontrado por preços a partir de R$ 800. Já em um magazine tradicional, o produto novo não sai por menos de R$ 1,4 mil.
“Há casos de itens usados que são vendidos em estado de seminovos, com poucos meses de uso”, revela a proprietária da Casa de Móveis Usados Guaxupé, Maria Amélia Fantini, localizada em Santo André.
Ela conta que as pessoas que colocam um mobiliário à venda mudaram para uma casa ou apartamento de menor dimensão ou enfrentam dificuldades financeiras. Existem ainda aqueles que desejam decorar chácaras e escritórios e ter gastos mais reduzidos.
“Tem uma lista de espera para adquirir um jogo de sala de jantar. Os móveis novos são muito caros”, afirma Maria Amélia.
Com um portfólio de mobiliário usado para dormitórios e cozinhas, além de eletrodomésticos, a RM Móveis Usados, de Santo André, oferece até seis meses de garantia nos produtos revendidos.
“Vendemos muitos hacks para salas e mesas de cozinha. Cama de casal também é bastante procurada”, afirma o proprietário, William Muller Barboza.
Há dez anos atuando no mercado de mobiliário usado, Barboza conta que é no fim de ano que aumentam as vendas no segmento. “Existem móveis que são vendidos com apenas quatro meses de uso. Vale muito a pena para quem visa a relação custo-benefício”, analisa o proprietário.
O Lojão dos Usados, de Mauá, também oferece mobiliário usado para todos os cômodos da casa. “Geralmente, esses móveis são feitos de diversos tipos de madeira, como embuia, cerejeira, tamborim ou jacarandá”, afirma o dono da loja, Humberto José dos Santos.
Outra estratégia utilizada pelos consumidores para adquirir esses móveis de ‘segunda mão’ é a rapidez na entrega. “Em lojas de móveis usados, o comprador escolhe a peça e leva. É tudo a pronta entrega”, afirma o proprietário do Shopping dos Usados Móveis e Utilidades em Geral, Paulo de Pieri, de São Caetano.

 

 

Mobiliário antigo destaca imóvel


Uma mistura de modernidade e de nostalgia. Assim é a imagem de um ambiente onde os móveis utilizados remetem ao estilo de décadas e até séculos passados.
Apesar de serem caras, as peças de época proporcionam bons resultados na decoração, quando são misturadas com um mobiliário mais contemporâneo, segundo os especialistas. “Não é recomendável variar muito. O ideal é determinar uma fase da história e criar uma decoração diferente. A antiguidade tem de ser destaque no cômodo da casa”, afirma a arquiteta Simone Tasca, de São Caetano.
Para a profissional, os artigos de época devem funcionar como ‘coringas’ dentro da residência, podendo ser utilizados como uma referência ou um diferencial dentro do contexto e do objetivo da decoração nos ambientes.
“As peças raras são sempre as mais caras. Existem artigos do século XVIII que chegam a custar R$ 12 mil”, conta o proprietário da loja Lembranças do Passado, Azauri Teixeira Siqueira, de São Bernardo.
O lojista dispõe de móveis antigos para dormitórios, salas de jantar e estar, cozinha, acessórios decorativos, poltronas estilo Luis XV e até peças da Segunda Guerra Mundial.
“Móveis miúdos como cristaleiras, criado-mudos e mesinhas de telefone são os mais procurados”, afirma Azauri Siqueira.
Ele acrescenta ainda que a loja oferece antiguidades importadas da Europa, principalmente, da Inglaterra e Alemanha. Isso faz com que estrangeiros que residem ou que estão de passagem pelo Brasil procurem lembranças do país natal.-GY


 

 


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