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Seguro residencial: proteção barata
Modalidade pode custar 100 vezes menos que de automóveis; auxílio doméstico é diferencial
Hugo Cilo
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O avanço da violência nos grandes centros urbanos nutre um segmento ainda pouco popular no país: o seguro residencial. Além de cobrir prejuízos causados por roubos (sob ameaça) e furtos (sem a presença do proprietário), a modalidade oferece serviços extras - como chaveiro, encanador, eletricista - para conquistar a simpatia dos clientes. E a estratégia começa a mostrar resultados. Números do Sindseg (Sindicato das Seguradoras, Previdência e Capitalização do Estado de São Paulo) revelam que esse tipo de seguro neste ano cobre 10% dos 20 milhões de imóveis do país. Há três anos, o índice não passava de 8%.
No Grande ABC, o segmento também avança rápido. Segundo a Porto Seguro, a região cresceu neste ano 24% sobre 2005 - impulsionado por Diadema e Santo André - e deve acelerar mais a partir do próximo ano.
O baixo custo - em comparação a outros tipos de apólices - é fator determinante no processo de popularização do seguro residencial. A proteção completa do imóvel no Grande ABC custa até 100 vezes menos que a de um carro, por exemplo.
A explicação para isso é simples, segundo o corretor Ragime Torii, da CRJ Corretora, de Santo André. "O preço do seguro residencial não varia de região para região como acontece com o de veículo. A justificativa é o índice de sinistro. Entre a minha certeira de clientes, 80% dos casos é para cobertura de danos elétricos. Cerca de 20%, apenas, é reembolso de perdas causadas por roubos e furtos", explica.
Torii afirma que o seguro residencial ganha participação no mercado brasileiro sobretudo em razão da necessidade de garantir o conserto de equipamentos eletroeletrônicos e linha branca - geladeira e máquina de lavar -, além dos serviços elétricos e hidráulicos.
"Cada vez mais as seguradoras agregam opções de mão-de-obra. A Porto Seguro, por exemplo, oferece o serviço leva-e-traz. Se o televisor queimar, a companhia vai até a residência, retira o aparelho e deixa um outro televisor 20 polegadas enquanto o reparo é realizado."
Para a diretora de Seguros Patrimoniais da Caixa Seguros, Gabriela Ortiz, a principal vantagem do seguro de imóvel é a variedade em planos e preços. "Há serviços no banco que custam a partir de R$ 48,20 por ano. Infelizmente, ainda não existe entre os brasileiros a cultura de contratar um seguro residencial", constata. "A baixa adesão é atribuída, principalmente, à falta de informação das pessoas sobre o preço do produto. Enquanto um seguro barato de carro custa cerca de R$ 1 mil, a apólice do residencial sai por menos de R$ 100 por ano."
Segundo Gabriela, o que impede um crescimento ainda maior do segmento é o preconceito de que seguro residencial é aquele recomendado apenas para quem tem muito dinheiro. "A apólice, no entanto, beneficia especialmente quem trabalhou a vida inteira para comprar um imóvel e, por isso, não pode se dar ao luxo de perder tudo de uma hora para outra."
Outra vantagem que pode ser incorporada ao seguro residencial é a proteção de vidros, substituição de telhas, desentupimento de calhas e outros serviços extras. "É um seguro que compensa, tanto pelos benefícios oferecidos quanto pelo preço", afirma Fábio Gerevini, da FG Company Seguros.
Banco dá desconto e dobra cobertura
De olho no crescimento do mercado de seguro residencial, o Banco Santander lançou nesta semana o Dose Dupla, serviço que oferece desconto de 10% sobre novas contratações e dobra o valor da cobertura escolhida. Quem optar por reembolso de até R$ 50 mil, por exemplo, terá garantia de R$ 100 mil. A promoção vale para seguros solicitados até o dia 29 de dezembro.
O diretor-executivo de Seguros do Santander, Gilberto Duarte de Abreu, diz que a iniciativa visa incentivar os clientes a proteger o patrimônio com preço acessível. "É para manter como proteger a família e o imóvel", diz o diretor.
Além da cobertura complementar, o Santander oferece brindes a clientes que contratarem seguros - são MP3 players, câmeras digitais, televisores, aparelhos de DVD, computadores e um Peugeot 2006. As parcelas do seguro partem de R$ 28,76 para apartamentos e R$ 32,94 para casas.- HC

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