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Lançamentos invadem Grande ABC
Guilherme Yoshida
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No vácuo do boom imobiliário do Grande ABC, as construtoras estão mais ativas do que nunca e a cada dia surgem novos lançamentos de empreendimentos de peso na região. Imóveis de três e quatro dormitórios continuam sendo as apostas, principalmente em Santo André, São Bernardo e São Caetano.
A Construtora Cardenuto, por exemplo, está com dois lançamentos em São Caetano: o Maison Solaire e o Málaga. Ambos possuem apartamentos com três suítes e ampla área de lazer, com churrasqueira, salão de festas e jogos, além de piscinas e quadra esportiva.
“Na região há muita demanda. Por isso, até construtoras localizadas em São Paulo realizam lançamentos nas cidades do Grande ABC”, analisa Solange Cardenuto, proprietária da construtora.
Ela conta que na região há muitos terrenos sendo demolidos para a preparação dos novos empreendimentos e acrescenta que o município de São Caetano possui o metro quadrado mais caro do Grande ABC.
Os lançamentos da construtora são considerados de alto padrão. No edifício Málaga, os 118 m² de área útil não saem por menos de R$ 246 mil, enquanto no Maison Solaire, são R$ 473 mil por apartamentos de 188 m². Os financiamentos ajudam a realizar o sonho de aquisição: podem ser diretos com a construtora em até 72 e 84 meses, respectivamente. “A maioria do público consumidor desses empreendimentos é de empresários que constituem famílias”, completa.
O diretor da construtora Grande ABC, Gilberto José Ribeiro, de São Bernardo, também acredita que a região tem uma boa demanda, motivo para a grande concentração de lançamentos nesse período. “Se fizermos um ranking de procura, São Caetano fica em primeiro, Santo André em segundo e São Bernardo em terceiro. São Caetano tem uma grande demanda e pouca oferta, já que a cidade não possui tanta extensão territorial como as demais”, explica Ribeiro.
A construtora lançou o edifício Giovanna Barbara, em São Caetano. Serão 60 apartamentos que variam de 60 a 67 m² de área útil, sendo dois dormitórios com uma suíte, além de duas vagas na garagem, salão de festas, de jogos, brinquedoteca, churrasqueira e playground. Com a previsão de entrega para novembro de 2007, os apartamentos custam cerca de R$ 130 mil, que podem ser financiados em até 240 meses.
O boom imobiliário no Grande ABC não só atraiu construtoras da Capital como empresas de outras regiões. A nordestina Cosil, de Aracaju, é um exemplo e já que preparou o lançamento do empreendimento Arboreto, em Santo André. “Resolvemos apostar no Grande ABC porque sabemos do alto potencial de consumo local. A região é a mais rica do país e apresenta um dos mercados mais importantes, considerado o nosso público-alvo”, explica o diretor da unidade São Paulo da Cosil, Carlos José Meneses Silva.
O projeto do edifício tem apartamentos com quatro dormitórios sendo uma suíte e clube privativo. Os preços são a partir de R$ 180 mil a unidade.
Onde encontrar: Grande ABC: 4367-5802; Cardenuto: 4229-2277; Cosil: 6842-9450
Diversidade de ofertas atraiu secretária
A grande diversidade de lançamentos na região e as facilidades encontradas nas condições de pagamento fizeram com que a secretá-
ria Cristina Nicácio, de São Bernardo, optasse por morar em um apartamento no Grande ABC.
“Moro desde pequena aqui e quando casei quis continuar na região. Não abro mão de andar nos parques da cidade e na rua Marechal Deodoro”, revela.
Mesmo tendo que se deslocar até a Capital para trabalhar, Cristina comprou um imóvel por R$ 70 mil em São Bernardo e se livrou do aluguel que a incomodava. “Eu e o meu marido visitamos muitos empreendimentos lançados. Os imóveis na região são mais baratos que os oferecidos em São Paulo”, avalia Cristina.
A secretária diz que o fato de a família morar perto também ajudou em sua decisão de comprar um imóvel no Grande ABC. Ela conta que os municípios da região, apesar de estarem localizados perto da Capital, são mais tranqüilos e contam com grande diversidade de serviços oferecidos.
“Preferi adquirir um apartamento porque somos só eu e meu marido, não temos filhos. Além disso, esse tipo de imóvel é mais barato que residências, que não encontrei por menos de R$ 130 mil no Grande ABC”, garante.
Cristina afirma que a grande vantagem da aquisição da nova moradia foi a troca da prestação do aluguel pela parcela do financiamento do apartamento. Além disso, a secretária garante que os R$ 200 cobrados pelo condomínios não irão pesar no orçamento do casal. “Hoje em dia é mais seguro morar em edifícios”, afirma.
Ela acrescenta ainda que mesmo tendo feito visitas em diversos empreendimentos, o imóvel escolhido foi o primeiro a ser consultado. “Não podia esperar o lan-çamento de um novo empreendimento.”
Cristina está ansiosa e não vê a hora de realizar a mudança para o novo apartamento. “Até o fim deste mês, devo estar com toda a documentação em dia”, prevê. — GY

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