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Iluminação valoriza fachada de imóvel e eleva segurança
William Glauber
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A iluminação de fachadas de prédios residenciais, comerciais ou institucionais deve destacar, sobretudo, a beleza arquitetônica das construções e criar apresentação cenográfica. Além de meramente decorativas, as luzes podem fortalecer estratégias de marketing em prédios comerciais. Importante para ressaltar valores estéticos, a iluminação ganha efeitos funcionais na solução de problemas cotidianos como a segurança.
Embora tenha diversas finalidades, a principal intenção de um bom jogo de luzes na fachada de edifício é a valorização do design arquitetônico. Segundo especialistas consultados pelo Diário, sobram artifícios para a elaboração de projetos em iluminotécnica, e o resultado depende exclusivamente do capital que o proprietário está disposto a investir no projeto.
Nas obras, a arquiteta Deborah Vasallo destaca principalmente os efeitos da combinação entre escuridão (sombra) e claridade (luz) criados pela iluminação. “Para ressaltar pontos importantes do edifício, colocamos luz.” A cor âmbar (cor amarela), segundo a profissional, é tendência por criar efeito de envelhecimento. Em relação às outras cores, a arquiteta faz ressalvas. “Verde, azul e vermelho são muito artificiais. O amarelado não muda a tonalidade.”
Atualmente, ao traçarem os projetos residenciais, comerciais ou institucionais, os arquitetos levam em consideração a importância da concepção da iluminação. “São poucos os profissionais que não pensam no projeto como um todo”, diz Deborah.
Além de estar presente na elaboração da planta, a arquiteta Deborah conta que projeto iluminotécnico também pode ser concebido para prédios já construídos, por meio de reformas. “Existem muitos recursos para fazer reforma e também melhorar as condições de iluminação.”
A arquiteta e decoradora Glaucya Taraskevicius explica que a iluminação de fachada residencial tem de valorizar as formas da arquitetura, e também promover a segurança. “Com a iluminação, as linhas retas da construção podem ser mais bem definidas, ampliadas ou dimunuídas”, detalha Glaucya. “Mas a tendência é criar a sensação de pé-direito mais alto, com iluminação de baixo para cima”, acrescenta.
Os prédios comerciais devem conceber a iluminação como auxílio estratégico na promoção das vendas. Segundo Glaucya, a iluminação de fachada de pontos comerciais deve estar focada na geração de negócios. “O projeto se volta para a venda, para os produtos. As luzes funcionam com um embrulho da fachada”, avalia a arquiteta. A falta de luz em ponto comercial pode torná-lo desinteressante e desestimular a presença ou entrada de clientes.
Institucional - O prédio da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), em Santo André, é exemplo de edificação que explora os efeitos da iluminação para agregar valor ao design arquitetônico. Projetado pela equipe da Jorge Bomfim Arquiteto, e com consultoria do arquiteto Altymar Cipriani, a obra foi idealizada para transmitir a sensação de levitação. “O prédio tem quatro volumes de lajes concretadas em destaque. A iluminação por baixo atinge as lajes suspensas”, explica o arquiteto André Bomfim.
Além de projetar luz nas lajes de concreto, o espelho d’água na parte inferior da edificação também recebe incidência da iluminação. “O reflexo ilumina também o espelho”, conta Bomfim. Segundo o arquiteto, as lâmpadas instaladas na sede da OAB são econômicas e, por isso, podem passar a noite inteira acessas.
Bomfim também destaca como exemplo a iluminação da Prefeitura de Santo André. Segundo o arquiteto, a incidência de luz branca no corpo do prédio seguida de luz amarela no topo forma um efeito de coroamento do edifício. “A iluminação da prefeitura é linda, mas não posso fazer isso em residencial. O projeto é compatível para mostrar que ali é a sede do governo municipal”, avalia o profissional.
Colunatas - O condomínio Klimt, em Santo André, é outro exemplo de projeto arquitetônico que recorre à iluminação para ressaltar os pontos altos da construção. Também projetado pelo escritório Jorge Bomfim Arquiteto, e com consultoria da arquiteta Esther Stiller, as colunas das áreas externas comuns, de cinco metros de altura, são iluminadas de cima para baixo com forte fachos de luz.
O arquiteto André Bomfim também reside no condomínio e exerce a função de síndico nos dois blocos residenciais. “Criamos a repetição de colunas com fachos bem concentrados de luz. É possível ver a incidência da luz mas não se vê onde está a lâmpada. Vem de cima para baixo mas parece que a luz brota do chão”, destaca Bomfim. Para o arquiteto, esse tipo de iluminação propicia segurança, economia e beleza ao edifício.
Serviço: Deborah Vasallo:
(0xx11) 4994-9555
Glaucya Taraskevicius:
(0xx11) 9747-7225
Jorge Bomfim: (0xx11) 4990-3344
Projeto de floricultura prioriza leveza
Uma antiga residência do Bairro Jardim, em Santo André, para se transformar em charmosa floricultura, passou por ampla reforma. Uma das principais preocupações do projeto arquitetônico de Glaucya Taraskevicius foi a iluminação das áreas internas e, sobretudo, da fachada da casa de flores, como assim prefere dizer a proprietária Flávia Maraia.
A iluminação teve de ser dosada para evitar danos às plantas que, no período noturno, não podem ficar expostas à claridade intensa. “Tenho luzes muito fracas nos ambientes internos e pouca iluminação na parte externa”, explica Flávia. A iluminação da fachada está focada em um vitral que leva a logomarca do comércio. “Colocamos um holofote iluminando a fachada”, diz.
“Queria uma decoração leve, não muito carregada”, lembra Flávia. Há dois anos, o comércio exigiu investimento em móveis rústicos, cerâmica e muita simplicidade, de forma geral. Em contrapartida, o design arquitetônico da fachada e a iluminação contrastam com os ambientes internos. “A fachada ficou mais fina, mais clássica”, ressalta a proprietária.
A reforma de toda a antiga residência durou aproximadamente seis meses. Flávia explica que, apesar de todas dificuldades, o projeto arquitetônico tentou valorizar ao máximo a fachada do imóvel. “O resultado final correspondeu às minhas expectativas. A iluminação ficou bem aquilo que eu imaginava.” - WG
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