09 de março de 2010 16:44

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Entidade divulga autogestão dos condomínios na região

Luciele Velluto

Especial para o Diário

Os altos custos de manutenção de condomínios são uma das principais reclamações em prédios residenciais e comerciais. Para se contrapor a esses gastos, a autogestão vem ganhando espaço no segmento. No Grande ABC, que concentra cerca de 4 mil condomínios, a modalidade ganhou representação institucional por meio da Acag (Associação dos Condôminos em Autogestão), entidade sem fins lucrativos, com sede em Santo André, que tem como objetivo primordial impulsionar essa forma de administração de edifícios residenciais e comerciais da região.
Fundada há um ano, a Acag ainda está em fase de estruturação, porém já atende 20 condomínios do Grande ABC, dos quais dois são comerciais e o restante residenciais. Segundo o presidente da entidade, Gilson Cabrini, de Santo André, o objetivo da autogestão é otimizar gastos com a manutenção do espaço comum. “Nós queremos diminuir custos. Fazemos o mesmo trabalho que uma administradora, só que cobramos menos porque se paga apenas o necessário, não temos lucro”, explica.
Além de otimizar custos, a entidade promove a aproximação de seus condôminos, mobilizando-se para resolver problemas internos e estabelecer uma convivência harmoniosa. “Estamos preocupados com a comunidade em si, como ela vive, resolver desavenças, aproximar as pessoas, melhorar a comunicação. Queremos tornar os moradores mais integrados.”
O presidente levou para a associação sua experiência na administração de condomínios. Cabrini também é o síndico do Edifício Delletato, um prédio comercial de 99 condôminos localizado no centro de Santo André. A Acag oferece também cursos para moradores e profissionais dos condomínios. A entidade firmou parceria com o Grupo Pão de Açúcar para oferecer qualificação para empregadas domésticas, com informações sobre limpeza, produtos e procedimentos.
 
Fornecedores – Entre as metas para o próximo ano está a negociação com fornecedores e prestadores de serviço para enxugar custos. A Acag espera fechar acordos para reduzir os gastos dos condôminos com energia elétrica, água, saneamento básico, gás, manutenção e produtos de limpeza. “Ainda somos pequenos, mas quando tivermos mais associados, teremos mais força para buscar acordos e parcerias. Ainda vamos aumentar a nossa representatividade”, afirma Cabrini.
A associação avalia positivamente seu primeiro ano e espera conseguir atender à demanda de condomínios que os procuram para se associar. “Precisamos crescer para poder atender todos os condomínios que estão nos procurando. Até agora, estamos em contato com 2 mil prédios para oferecer o que a associação pode trazer de benefícios para os condôminos”, diz o presidente da Acag.


Onde encontrar – Acag (Associação de Condôminos em Autogestão): 4432-2604.

 

 

Associados destacam transparênciaEspecial para o Diário

 
Um dos síndicos que apostaram na Acag (Associação de Condôminos em Autogestão) e participaram da fundação da entidade é Djalma Florêncio de Lima, do Centro Comercial do Carmo, em Santo André. O condomínio comercial queria diminuir custos com a administração. “Estavamos tendo problemas com a folha de pagamento, boletos atrasados, entre outros. Com a mudança, reduzimos em 50% a taxa de administração do condomínio”, conta.
Para Lima, não foi problema sair de uma administradora e transferir para a associação. “Sabia que teria de trabalhar mais com a associação. Porém, com a administradora pagava caro e tinha mais problemas.” O síndico, que trabalha na função há 15 anos, destaca a transparência como outro benefício da associação. O acesso à documentação permite acompanhar tudo o que se passa com o condomínio.
A esposa do síndico do Edifício King Garden, de São Bernardo, Elaine Guilhem Ferrareto, também ressalta que a gestão da Acag a deixa a par do que se passa no condomínio. “Eu converso diariamente com eles e se tenho dúvidas na parte contábil, alguém vem até aqui e me orienta. Com a outra administradora não me sentia a vontade para questionar.” No prédio em que ela reside, são as esposas que administram os condomínios em vez dos maridos, que são eleitos síndicos.
O que chamou a atenção de Elaine foi o preço reduzido. “A taxa é de R$ 190 por mês e eu pagava R$ 380 mais o 13º salário, o que a associação não exige.” A síndica conta que só não reduziu o valor do condomínio porque o dinheiro que estão poupando se transformou num fundo para bancar melhorias do prédio.
Os síndicos que se associaram a entidade acreditam que sozinhos não conseguiriam administrar o condomínio em que vivem. “Sozinho não daria porque são 10 funcionários e 54 condôminos. Muito grande para administrar sozinho”, afirma Lima. A síndica de São Bernardo concorda e frisa que o cuidado com questões burocráticas evita problemas. “É muito trabalho para fazer sozinha. Não tem coisa mais chata do que contabilidade e fila de banco. Além de síndico, é preciso conhecer contabilidade e leis, que mudam constantemente. Não posso deixar que apareça multa ou fiscal por aqui por algo que deixei de fazer. Não respondo só por mim, mas por 23 apartamentos.”
 
Barato – Um dos últimos condomínios a entrar para a Acag foi o Edifício João XXIII, de Santo André. O síndico Paulo César Dante Teceroli preferiu esperar a entidade se firmar para transferir a administração. “É bem mais barato. Resolvi acreditar na idéia e dar um voto de confiança, pois começamos nesta semana. Vejo na associação algo mais puro porque eles não visam ao lucro.”
  Teceroli conheceu a associação porque o prédio em que ele trabalha é administrado pela entidade. “Fui vendo o que estavam fazendo e achei bacana. Nunca falei para o síndico daqui que queria mudar e fui observando se poderia fazer a transição ou não.”
O síndico nunca havia tentado a autogestão. “Não teria condições por causa de leis trabalhista e outras coisas. Precisa ter alguém que entenda para manter tudo nos trilhos. A autogestão pode ser perigosa porque as pessoas, sem saber, acumulam multas e problemas. As leis mudam a toda hora, e não dá para se dedicar a isso 100%.” — LV

 

Rápidas

 

Bienal
* A sexta edição da Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, que abre neste fim de semana no parque do Ibirapuera, na capital, coloca em discussão o desafio de viver nas grandes metrópoles, com o tema Viver na Cidade – A Realidade, Arquitetura e Utopia. Serão expostos quase mil projetos de 13 países convidados, além de arquitetos brasileiros. A mostra vai até o dia 11 de dezembro, de terça a quinta-feira, das 12h às 22h, e sábados e domingos, das 10h às 22h, na Fundação Bienal de São Paulo, à avenida Pedro Alvares Cabral s/n, parque Ibirapuera – entrada pelo portão 3. O ingresso custa R$ 12; estudantes, crianças de 7 a 12 anos e maiores de 65 pagam meia e crianças até 6 anos não pagam. Mais informações pelo site www.iabsp.org.br.
 
Curso
* A Escola de Artes de São Paulo promove entre terça-feira e quinta-feira desta semana os cursos História da Arte e História do Mobiliário, uma parceria com a Began Antiguidades, loja especializada em lustres de cristal e mobiliários de época. A História da Arte aborda sua aplicação em projetos de decoração de interiores, e a do Mobiliário destaca os principais estilos e técnicas aplicadas. Cada módulo custará R$ 380, com duração de 30 horas. As aulas serão na unidade Paulista, de manhã (9h às 12h), à tarde (14h às 17h) e à noite (19h às 22h). Para informações adicionais ligar para (11)3151-3898 ou acessar o site www.artesaopaulo.art.br.
 
Novidade
* A marcenaria R&C desenvolveu uma linha de gavetas diferenciadas. A novidade é um novo sistema de abertura. Mediante um dispositivo, a gaveta se abre com um toque na frente. Livre do puxador, a gaveta ganhou uma chapa de 25mm e um tipo de corrediça italiana, usada para dar suporte na parte debaixo. Mais informações pelo telefone (11)4990-7779 ou diretamente na loja, na avenida Portugal, 1.691, em Santo André.
 
Tendência
* A Philips trouxe ao país as novas lâmpadas minidicróicas para iluminação residencial. Chamadas de Mini JDR, são de fácil instalação, dispensam uso do transformador e podem ser ligadas diretamente à rede elétrica. A novidade servirá para decorar ambientes e por ser fabricada com vidro frontal e filtro ultravioleta é recomendada para iluminar quadros e objetos de arte, já que protege do desbotamento. Mais informações no site www.philips.com.br.
 
Lançamento
* A Robert Bosch lançou dois novos equipamentos para a linha de ferramentas elétricas. As serras de meia esquadria são indicadas para cortes de madeira e metais não-ferrosos. A GCM10 e GCM12 são recomendadas para marcações de ângulos na base, usada para produções em série. As novas serras já estão disponíveis em lojas especializadas e home centers. Para obter mais detalhes sobre os equipamentos acesse o site www.bosch.com.br.
(da Redação)

 

 

 

   


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