21 de novembro de 2008 09:49

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
Síndico recorre ao policarbonato pela flexibilidade

Bruna Queiroz
Especial para o Diário

Em abril, o síndico Nilvado Mostaço, de São Caetano, decidiu cobrir a fachada e a guarita do prédio que administra. A primeira opção era o vidro. Depois de pesquisar mais sobre as opções do mercado, Mostaço acabou decidindo-se por outro material para cobrir os 30m² de área.

Ele conta que as estruturas que foram cobertas eram “complicadas, cheias de curvas”, o que pedia um material flexível e, ao mesmo tempo, seguro. Optou, então, pelo policarnonato compacto, cuja transparência é comparável ao do vidro.

“Pensei em usar o policarbonato alveolar, mas tive receio de que, com o tempo, acumulasse sujeira entre as canaletas. Além disso, ouvi dizer que os alveolares são barulhentos porque usam duas chapas.”

A instalação durou cinco dias, e Nilvaldo ficou satisfeito com o serviço. “É um trabalho artesanal que compensa muito. Além de ser esteticamente agradável, a limpeza é fácil.” Como Nivaldo, muitos clientes têm dado preferência ao policarbonato, o que mostra que o material vem conquistando o mercado. Disponíveis em vários modelos, se destacam pela resistência e leveza.

A Toque Toldos, de São Paulo, faz projetos de policarbonato para condomínios residenciais e comerciais, e garante que a durabilidade do material é a grande vantagem. “Oferecemos garantia de dez anos para toldos em policarbonato, mais cinco anos para estrutura do projeto”, diz Márcio Francisco dos Santos, gerente de vendas da empresa.

A estrutura a que Santos se refere é fabricada em alumínio e passa por um processo de pintura eletrostática a pó, destinada a aumentar a durabilidade. “Esse tratamento garante que a tinta não descasque, nem se torne amarelada com o passar do tempo”, explica o gerente.

Segundo Santos, existem dois modelos de coberturas e toldos em policarbonato: o alveolar e o compacto. O primeiro se assemelha a um vidro canelado, permitindo 75% de passagem de luz, e pode atuar também como isolante térmico. Já o policarbonato compacto é totalmente transparente – parecido com o vidro – e é o mais resistente dos materiais, podendo suportar 250 vezes mais impacto que vidro e 50 vezes mais que acrílico.

Esses materiais contam com uma expressiva variedade de cores e espessuras. Os compactos são oferecidos no mercado nas cores azul, verde, bronze e fumê, com 3mm, 4mm, 5mm, 6mm ou 8mm. Os modelos alveolares podem ser encontrados nas mesmas cores, mas com medidas de 4mm, 6mm, 8mm, 10mm e 12mm. Outra opção em policarbonato são as telhas, que recebem tratamento para bloquear raios ultravioletas. O modelo é ideal para ser aplicado em coberturas de piscinas, clarabóias e jardins de inverno. As telhas são mais finas (medem de 0,08mm a 1mm).

Emanuel Zular Zveibil, diretor comercial da Zetaflex, destaca outro diferencial do policarbonato. “Por serem transparentes, permitem que o uso de iluminação artificial seja mínimo se forem usados em partes estratégicas da casa.” A Zetaflex importa um tipo de policarbonato – o polyshade – que é capaz de reduzir em até 20% o calor, comparado ao policarbonato convencional. “Dessa forma, a saúde e o bem-estar dos usuários ficam garantidos”, diz o diretor.

O preço das coberturas em policarbonato, contudo, é elevado. “O metro quadrado custa de R$ 350 a R$ 600”, declara Márcio Francisco dos Santos, da Toque Toldos.

 

 

   


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