21 de novembro de 2008 11:27

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
Setor precisa se humanizar

Profissionais de arquitetura e design de interiores do Grande ABC questionam os rumos da arquitetura, que trocou a funcionalidade pelo impacto. A discussão sobre a humanização da arquitetura movimentou o segmento em São Bernardo, onde aconteceu um workshop na última quinta-feira, com participaação dos arquitetos Hanita Bergmann, Mauro Halluli e Roberto Kubota, no lançamento da nova coleção da loja de móveis Estar.

O conceito, que não é novo, e já foi discutido por grandes arquitetos internacionais, embute a reflexão sobre a massificação e a industrialização da moradia determinadas pela estética, tendência e modismo. “Realizamos um estudo e essa discussão é o reflexo de uma insatisfação criada por valores estéticos”, conta Hanita.

A humanização busca a aplicação da arquitetura e o desenvolvimento de projetos de casas a partir da cultura de cada um, e não de modo industrial. O conceito propõe que os profissionais respeitem os hábitos de cada um, sem se deixar levar por tendências que foram disseminadas com a globalização.

“A arquitetura moderna se impôs mundialmente. Ela passou a ser elitista, burguesa, fria e auto-referente. O visual passou a ser mais preponderante, sendo que a arquitetura busca o multissensorial”, explica Mauro Halluli.

O conceito se baseou nos estudos realizados das obras dos arquitetos Benard Rudofsky, Cristopher Alexander e Lina Bo Bardi, e defende a melhoria de qualidade de vida e bem-estar, que não precisam, necessariamente, seguir um padrão ou beleza. A meta é a construção de algo funcional, e não apenas objeto de admiração.

Para os três profissionais, atualmente as pessoas são vítimas de vaidade e acabam projetando habitações para a admiração do próximo, sem se preocupar com o conforto e com identificação.

Toda a decoração do lançamento do ambiente em que foi feito o workshop buscou traduzir a idéia de humanização. No local foram aplicados materiais naturais e aromas, projeto do design de interiores Moreno.

A coleção buscou o requinte das últimas tendências. Algumas peças foram feitas com exclusividade por arquitetos e designers do Grande ABC. “Resgatamos a brasilidade em estampas, madeiras e peças. Também estão em alta os móveis em laca preta e a tapeçaria em veludo molhado bordô, cereja e ameixa. As peças para a sala também estão mais baixas. Nada de estantes”, explica a sócia-proprietária da loja, Edith Apter Diesendruck.

A loja fica na rua Jurubatuba, tem 2 mil m² divididos em quatro andares, dos quais um atende os clientes de moveis clássicos e outro os da Adresse, empresa de móveis prontos projetados de São Bernardo desenhados pelos arquitetos Flávio Borsato e Maurício Lamosa.

 

   


Todas as informações são de responsabilidade do anunciante
Tudo Imóvel é um produto Diário do Grande ABC
Copyright © 2008
Todos os direitos reservados