21 de novembro de 2008 09:03

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
Tapete é a ‘moldura’ de ambiente

Luciele Velluto
Especial para o Diário

Os tapetes são considerados obras de arte, e dão ao ambiente uma identidade própria. Para os profissionais de arquitetura e decoração, são uma peça tão essencial quanto a mobília. Funcionam como uma moldura na residência, dando o toque final de cor e vida ao espaço.

Entre as tendências atuais, se destacam os tapetes contemporâneos listrados, com relevos ou desenhos geométricos, os feitos de couro, de fios de lycra e de fibras naturais. No entanto, os clássicos franceses e os orientais continuam valorizados e muito procurados. As cores são fortes, como vinho, verde, tons queimados e róseos.

A arquiteta Evelin Sayar, de Santo André, recomenda um teste para escolher o tapete ideal para o ambiente. A peça tem de dar o toque final no espaço. “Quando tudo estiver pronto, coloque-o no local. O tapete tem de fechar a decoração.” Em seus projetos a arquiteta gosta de utilizar os tapetes franceses Aubusson, de inspiração oriental, os de desenhos florais e os de cores pastéis. Já a design de interiores Ana Cristina Moral, de Santo André, prefere mesclar estilos. “Fica muito interessante, não existe uma divisão.”

A variedade de cores, texturas e estilos de tapetes é expressiva. Os famosos persas, feitos artesanalmente por mulheres no Irã, conservam a tradição e o fascínio. Ricos em detalhes, os tapetes apresentam tanto formas florais quanto geométricas, dependendo do local ou tribo em que é criada essa obra de arte. Há também os tapetes indianos, tibetanos, nepaleses e de outras regiões do Oriente, que também são bastante valorizados, como os persas. O especialista e proprietário da loja de tapetes Pazyryk, João Carlos Mazza, de Santo André, explica que é comum as pessoas chamarem todos os tapetes orientais de persa, mas os autênticos são apenas os feitos no Irã.

Os tapetes orientais em geral são investimento. Segundo Mazza, o preço inicial de produtos de qualidade gira em torno de R$ 100 o metro quadrado. Dependendo da região onde foi feito, o que influi na qualidade da peça, o valor não diminui nem mesmo sendo usado, e pode até ser valorizado, já que alguns tapetes estão se tornando peças raras. Um dos fatores que valorizam os tapetes orientais é o tempo de vida útil, que passa por gerações. “O tapete persa é feito de nó em nó. A durabilidade de uma peça é de gerações”, conta o especialista.

Manutenção - Outra tendência do mercado são os tapetes de nylon. Segundo a design de interiores Ana Cristina Moral, esses produtos apresentam grande resistência, são anti-alérgicos e de fácil manutenção. As peças podem ser feitas por encomenda de cores, tamanhos, espessuras e desenhos, além de serem mais baratos do que os tapetes clássicos e orientais.

O couro apresenta características próprias. Os tapetes de pelo de gado voltaram a ser procurados. O couro bovino liso tem trabalhos geométricos. A grande novidade nessa linha são as peças feitas a partir do couro de porco. Por serem mais macios e de fácil tratamento, são feitos em retalhos, formas e cores diversas, tornando o produto mais confortável.

As fibras naturais e madeiras são mescladas com tecidos. De menor durabilidade e maior dificuldade para manutenção, esses tapetes não são recomendados para áreas de muito movimento ou locais molhados.

Um produto com saída no mercado são os tapetes de fios de lycra. Coloridos e alegres, são procurados para emoldurar quartos infantis. A vantagem dessa peça é não desbotar nem encolher, além de ser anti-alérgico e poder ser usado em áreas molhadas, como o banheiro.

Os profissionais fazem recomendações especiais para o uso de tapetes nos ambientes. Na sala de estar, a escolha do desenho da peça ou espessura é livre. A principal recomendação é que a mobília seja colocada em cima do tapete. “Todas as pessoas devem estar posicionadas de forma que possam por os pés sobre o tapete. No caso, é recomendável que dez centímetros da peça fiquem embaixo do sofá ou poltrona”, explica Mazza.

Na sala de jantar, a recomendação é que o tapete escolhido tenha pouca espessura, para que as cadeiras possam ser movimentadas sem problemas. Os tapetes de couro com pêlos têm sido a opção preferencial em muitos projetos para esse espaço. Já nos quartos o conforto é o principal fator a se ponderar na escolha. Recomendam-se peças principalmente para a beira das camas, com cores suaves e bem espessos.

Na hora de comprar um tapete, o conselho da arquiteta Evelin Sayar é procurar casas especializadas “Tem muita gente que consegue um preço maravilhoso, que tenta economizar, mas a peça se desfaz. Tem de ser em uma loja que dê respaldo quanto à qualidade”, afirma.

Onde encontrar - Ana Cristina Moral: 4436-2760; Evelin Sayar: 4991-6493; Pazyryk: 4992-6527.

 

   


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