Fibras naturais: da varanda para dentro de casa
Luciana Bugni
D
o Diário do Grande ABC
Elas estão em todas as partes, desde camas refinadas até os tradicionais baús e cestos de vime. Tudo indica que as fibras naturais saíram das varandas, jardins e casas de praia e dominaram também o interior da residência e os espaços urbanos. Isso não significa que tais ambientes serão rústicos; é só um leve despojamento, que combina com sofisticação.
A tendência vem da contínua procura por materiais brasileiros que têm sido cada vez mais valorizados dentro do país. As fibras ficam bem em qualquer cômodo, dependendo do móvel e do contexto do ambiente. “Sofás com estrutura de fibra e uma almofada de tecido são boa opção na sala, o que anteriormente só era bem-vindo no terraço”, afirma o arquiteto Carlos Marsi, de Ribeirão Pires. Para a arquiteta Glaucia Taraskevicius, de Santo André, é interessante usar o material como revestimentos em diversos utensílios. “Recentemente, revesti colunas de concreto tecendo fibras para protegê-la. Espaços comerciais aceitam bem essas palhas, pela facilidade de manutenção, que é mais simples que o tecido”, conta. Além disso, dão um ar descontraído ao cômodo, mas é a cor do material usado em conjunto que vai sofisticar a decoração. Se os tons são pastel, é melhor usar fibras claras, mas se a fibra é mais escura, o ambiente fica sisudo.
Entre os vários tipos de palha utilizados estão o junco, a cana-da-índia, taboa, vimes ou fibras sintéticas. A matéria-prima pode ser retirada de vários tipos de plantas, como a bananeira, e ser trabalhada em fios grossos ou finos. Entre as opções de uso para o material estão mesas de apoio, maletas, mesas laterais ou acessórios decorativos. “Na copa, fica bem em grande quantidade. Na sala, é melhor evitar o excesso, mas um pouco fica ótimo para quebrar a sobriedade. É bonito, prático e tem um bom custo-benefício, além disso não encarde. Um sofá de tecido e uma poltrona de fibra ficam ótimos numa sala, desde que se tenha limites de estilo”, afirma Glaucia. E pode misturar com tudo mesmo: madeira, tecido, aço, resina, ferro e plástico.
Marsi afirma que o material pode ser usado desde ambientes clássicos até minimalistas. “As fibras dão uma aquecida no espaço. Não existe mais aquela cara de praia, com acabamentos malfeitos. Elas se adaptam ao espírito urbano numa boa”, diz. Cuidar dos produtos é simples: a limpeza é feita com pano úmido e sabão neutro, sem química. É importante evitar que o acessório não fique na chuva ou no sol para não danificar as fibras, que não duram se expostas ao tempo, e tomar cuidado com infestação de insetos. |